Com PS e Bloco de Esquerda a exigirem a ida de Miguel Relvas ao Parlamento para explicar as ligações ao banco Efisa, a Aethel – sociedade que comprou o banco através da Pivot SGPS -, veio a terreiro garantir que este pequeno grupo de acionistas que se vai juntar à Pivot – Relvas incluído – não vai ter lugar na direção nem qualquer poder na gestão do banco.

Num comunicado enviado às redações, a Aethel explica “estes pequenos acionistas não vão ser representados no conselho de administração da Pivot SGPS ou Banco Efisa”, nem serão, tampouco, “parte ativa na gestão de nenhuma das entidades”.

A Aethel aproveita também para lembrar que a Pivot SGPS, a sociedade constituída pela Aethel para participar no concurso pelo banco, é controlada por Mário Palhares, ex-vice-governador do Banco de Angola, António Bernardo, líder da consultora Roland Berger, além de Ricardo Santos Silva e Aba Schubert. Isto desde julho de 2015.

Ora, em 2016, um pequeno grupo de acionistas, entre eles Miguel Relvas, mas também Francisco Febrero, presidente da Roff e vários advogados com ligações a Cabo Verde e Moçambique, tentou entrar no capital da Pivot. E a polémica estalou.

Ora, para dissipar qualquer dúvida, a Aethel reitera que este grupo “pode integrar a estrutura acionista” da sociedade “caso se comprove a sua adequação e caso o seu envolvimento beneficie a atividade comercial do Efisa”.

Este negócio só ficará concluído depois de o Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, dar luz verde ao negócio e atestar a idoneidade destes novos acionistas.

Enquanto isso, o PS parece não estar disposto a deixar cair o tema. Os socialistas consideram as ligações de Relvas ao Efisa “estranhas”. O banco foi vendido pelo Governo de Pedro Passos Coelho à Pivot, de quem Relvas terá sido consultor, segundo o PS. Na altura, para recapitalizar a instituição, o Estado injetou 77,5 milhões de euros. O banco acabou por ser vendido por 38 milhões. Os socialistas ponderam, também por isso, chamar Pedro Passos Coelho ao Parlamento.