Programa de Estabilidade

Galamba: “Conselho de Finanças avalia com base em determinada doutrina económica”

512

João Galamba, deputado socialista, lembra que o organismo liderado por Teodora Cardoso só achou credível o “plano falhado de Vítor Gaspar, de 2012”. E que tem por base uma determinada ideologia.

TIAGO PETINGA/LUSA

São críticas “injustificadas” e que refletem uma “determinada doutrina económica e orçamental”. É assim que o deputado socialista João Galamba reage ao parecer do Conselho de Finanças Públicas (CFP), sobre o Programa de Estabilidade.

Em declarações ao Observador, o membro do secretariado nacional do PS garante que os socialistas estão “muito confiantes” no seu cenário macro. E atira farpas ao organismo liderado por Teodora Cardoso:

Até agora, a única estratégia orçamental considerada credível e prudente pelo CFP foi a do documento apresentado por Vítor Gaspar em 2012.”

E continua: “Tendo em conta o resultado da estratégia para a economia e para as finanças públicas, vejo nas avaliações do CFP uma doutrina económica e orçamental na qual não nos revemos”.

João Galamba nota ainda que o CFP “usa maioritariamente as previsões da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional” e argumenta que as do FMI já foram consideradas como “injustificadamente pessimistas” pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental, que é o grupo de peritos que presta apoio aos deputados da Assembleia da República.

Sobre a articulação entre as medidas previstas no Programa Nacional de Reformas e as projeções do Programa de Estabilidade, o deputado garante que estão incluídos todos os impactos orçamentais esperados. Só não está contabilizado “o seu impacto económico, os efeitos no PIB potencial”, adianta.

Esta é a norma nos Programas de Estabilidade: os efeitos económicos que os governos esperam alcançar com as suas reformas não devem estar contabilizados nas projeções. Esta era também a metodologia do anterior Governo, bem como a da troika, que garantiam não ter em linha de conta ainda os efeitos das reformas estruturais.

Contudo, uma análise histórica dos Programas de Estabilidade mostra o enviesamento das projeções: são sistematicamente otimistas.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Défice Público

Desta vez foi diferente? /premium

Helena Garrido
106

Ouvimos vários governos durante as últimas mais de duas décadas prometerem-nos que agora sim, as contas públicas estão controladas. Será desta vez diferente?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)