Inicialmente apontado como um novo modelo com o qual a marca norte-americana sedeada em Toledo, no estado do Ohio, recuperaria uma designação colocada de lado desde 1991, o futuro Jeep Wagoneer e Grand Wagoneer deverá tornar-se realidade, mas como uma versão de topo na futura geração Cherokee e Grand Cherokee – a maior e mais luxuosa das variantes daquele que continuará a ser o “navio-almirante” na oferta da Jeep.

O “véu” foi ligeiramente levantado pelo próprio CEO da Jeep, Mike Manley, em declarações à “Automotive News”, ao recordar que a designação Wagoneer esteve desde sempre ligada “aos modelos de topo e mais luxuosos no universo Jeep”. Fazendo uma espécie de comparação com as actuais linhas de equipamento Summit e Overland, disponíveis tanto no actual Cherokee como no Grand Cherokee, Manley afiançou que, à luz desta realidade, se a marca decidisse “voltar a utilizar essa estratégia em termos de ‘line-up’, poder-se-á imaginar o regresso do Wagoneer, mas como uma proposta verdadeiramente ‘premium’, com a variante Grand Wagoneer e posicionar-se nos píncaros do luxo”.

Ainda em 2014, foi o próprio CEO do grupo Fiat Chrysler Automobiles, Sergio Marchionne, quem anunciou uma estratégia que passava pelo lançamento de uma série de novos produtos, nos cinco anos seguintes. Entre os quais, um modelo Grand Wagoneer, a introduzir no mercado em 2018. Também nessa altura, foi avançado que o futuro Grand Wagoneer seria uma variante “esticada” da próxima geração Grand Cherokee, com três filas de bancos e a capacidade para acomodar mais de sete passageiros. Como entretanto esta nova geração foi adiada para 2018, é expectável que o recuperado Grand Wagoneer chegue apenas no ano seguinte, em 2019.

Recorde-se que o Jeep Wagoneer surgiu em 1962, tendo continuado a ser produzido, já como Grand Wagoneer, até 1991.