Han Song-Ryol, vice-ministro das Relações Internacionais da Coreia do Norte, disse numa conferência de imprensa em Pyongang que o país vai continuar a testar mísseis.

“Vamos realizar mais testes de mísseis numa base semanal, mensal e anual”, disse à BBC, acrescentando que se Donald Trump for “imprudente o suficiente para usar meios militares”, o resultado pode ser uma “guerra total”.

Numa conferência de imprensa esta segunda-feira nas Nações Unidas, o embaixador Kim In-ryong que representa a Coreia do Norte na ONU condenou o ataque do passado dia de abril dos Estados Unidos a uma base aérea da Síria. In-ryong disse ainda que os EUA estão a “perturbar a paz e estabilidade mundial e a insistir numa lógica gangster.

Momentos antes, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, avisou a Coreia do Norte para não testar o Presidente dos Estados Unidos e demonstrou apoio à Coreia do Sul.

“Só nas últimas duas semanas, o mundo testemunhou a força e a determinação do nosso novo presidente nas ações tomadas na Síria e no Afeganistão. A Coreia do Norte faria bem não testar sua determinação ou a força das Forças Armadas dos Estados Unidos nesta região”, avisou Pence.

O vice-presidente norte-americano, Mike Pence, deslocou-se esta segunda-feira à zona desmilitarizada entre as duas Coreias, um dia depois de Pyongyang falhar o lançamento de um míssil. Pence chegou de helicóptero ao campo militar Bonifas, um posto das Nações Unidas sob liderança norte-americana e fortemente vigiado, situado a poucos metros da zona desmilitarizada entre os dois países.

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Num encontro com jornalistas, Mike Pence deixou um aviso — “O tempo da paciência estratégica acabou” –numa mensagem claramente dirigida à Coreia do Norte. Ao mesmo tempo, reforçou que o compromisso com o país vizinho é “inabalável”.

Vice-presidente dos EUA na fronteira da Coreia: “Tempo da paciência estratégica acabou”