A Coreia do Norte estendeu a sua ameaça nuclear ao Japão e à Coreia do Sul, recriminando-os pelo “ardente” apoio aos Estados Unidos na busca de novas sanções e defendendo o desejo do exército e do povo de os “liquidar”.
O regime norte-coreano acredita ser necessário “infligir um golpe” aos japoneses, que “não entraram nos eixos”, nem mesmo depois de um míssil balístico intercontinental ter sobrevoado o arquipélago, cujas ilhas “deviam ser afundadas pela bomba nuclear Juché [a ideologia oficial norte-coreana de autossuficiência]”, afirmou um porta-voz do Comité norte-coreano para a Paz da Ásia-Pacífico num comunicado reproduzido na noite de quarta-feira pela agência KCNA.
O comité norte-coreano também se manifestou contra o governo de Seul, que acusou de ser um grupo de “traidores” e de “cães dos Estados Unidos” por terem pedido sanções mais duras contra os seus “compatriotas”.
O grupo de traidores pró-Estados Unidos deve ser severamente castigado e liquidado com um ataque de fogo, de modo a que não possam sobreviver. Só aí a nação coreana poderá prosperar num território unificado”, afirmou o regime, segundo a agência noticiosa oficial norte-coreana.
Pyongyang rejeitou assim o apoio dado pelos países vizinhos às novas sanções impostas na segunda-feira pelo Conselho de Segurança da ONU, que deixou o regime “furioso”.
Esta quinta-feira, o comité de relações externas da Coreia do Norte ameaçou, citado pela agência nacional KCNA, “afundar o Japão” e converter os Estados Unidos em “cinzas e escuridão”.
As quatro ilhas do arquipélago devem ser afundadas no mar com uma bomba nuclear de Juche. O Japão já não precisa de existir perto de nós.”
A Coreia do Norte acusou o órgão da ONU de se ter convertido numa “ferramenta do mal” que serve os Estados Unidos, defendendo que em vez de garantir a paz e a segurança “destrói-a sem piedade”.
“O Conselho de Segurança da ONU é composto por países sem princípios e, por conseguinte, tal ferramenta inútil deve ser dissolvida de imediato”, de acordo com a KCNA.
A ONU aprovou na segunda-feira o oitavo pacote de sanções contra a Coreia do Norte, destinadas a isolar economicamente o país em resposta ao sexto e mais potente até à data ensaio nuclear, realizado a 03 de setembro.
Pyongyang afirmou ter testado com sucesso uma bomba de hidrogénio, conhecida como ‘bomba H’, miniaturizada o suficiente para poder ser colocada num míssil.
A explosão teve uma potência de 250 quilotoneladas, 16 vezes superior à da bomba lançada pelos Estados Unidos sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, segundo as mais recentes estimativas divulgadas pelo portal especializado na Coreia do Norte, 38 North, com base na revisão em alta da magnitude do abalo gerado feita pela Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares.
As estimativas oficiais da potência da explosão ocorrida em 03 de setembro variam significativamente: Seul fala em 50 quilotoneladas, enquanto o Japão em 160.



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