O cantor norte-americano Chris Brown foi condenado a uma pena suspensa de doze meses por ter agredido um homem em Londres em fevereiro de 2023. O tribunal de Southwark Crown — que havia mantido o artista detido preventivamente por seis dias e negado de início o pagamento de caução para que este fosse libertado — decidiu, na segunda-feira, que Brown, de 37 anos de idade, deve cumprir a pena suspensa por doze meses, noticiou o The Guardian.

Brown foi detido pela polícia britânica em maio de 2025, quando viajou ao Reino Unido para realizar um concerto em Manchester, que integrava a agenda da sua digressão mundial. Para deixar a prisão, foi acordado que o cantor pagasse uma caução de cinco milhões de libras esterlinas (cerca de seis milhões de euros) ao tribunal, como garantia de que regressasse para responder à acusação.

A primeira decisão do tribunal havia sido o cumprimento da pena em regime fechado por oito meses. A estratégia da defesa do cantor foi que este confessasse o crime de “perturbação da ordem pública” na tentativa de reduzir a punição. Resultou: a confissão foi realizada em julho deste ano, quando os agredidos apresentaram à justiça britânica imagens de câmaras de vigilância que exibiam Brown a agarrar uma garrafa de tequila para atingir repetidas vezes o produtor musical Abraham Diaw, sendo duas na cabeça.

O caso ocorreu em fevereiro de 2023 na discoteca Tape, no bairro de Mayfair, em Londres, sendo referido no processo judicial que Brown e Diaw eram antigos amigos. Com a confissão, os magistrados decidiram na passada segunda-feira reduzir a pena inicial de 8 meses em regime fechado para uma pena de 12 meses, em que Brown não estará detido em regime fechado, mas terá de cumprir deveres exigidos pela justiça. Uma das condições para que não seja preso em regime fechado é que não seja neste período de um ano acusado de novos crimes. A confissão permite ainda que a caução paga por Brown possa ser devolvida pelo tribunal.

Na audiência mais recente, Chris Brown esteve a maior parte do tempo “sentado no banco dos réus a olhar para o chão”, segundo o mesmo jornal. O juiz Tony Baumgartner pontuou que o “sucesso comercial” do cantor não lhe daria “tratamento especial” no tribunal e afirmou ainda que o ataque foi “claramente perigoso”: “Havia o risco de causar uma lesão mais grave do que aquela que acabou por ser sofrida”.

A garrafa foi descrita como “pesada e de formato quadrado” pela procuradora do Ministério Público britânico, Heidi Stonecliffe KC. Brown terá atingido Diaw duas vezes no lado esquerdo da cabeça e com ainda mais golpes enquanto este tentava fugir das agressões. “O Sr. Diaw cai ao chão e o Sr. Brown também é visto a desferir socos”, disse a procuradora.

Foi também condenado por doze meses de pena suspensa por participar no crime o preparador vocal de Brown, Omololu Akinlolu. A decisão anterior previa quatro meses de prisão. Tanto Akinlolu como Brown terão de pagar 1.500 libras esterlinas (cerca de 1.792 euros) de custas judiciais. Não é a primeira vez que Chris Brown enfrenta a justiça por alegados crimes, sendo o caso mais conhecido o das agressões à também cantora Rihanna, na altura sua namorada. Em janeiro de 2022, Brown foi ainda acusado de drogar e violar uma mulher num iate em Miami, nos Estados Unidos.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]