A Arábia Saudita anunciou que vai autorizar as mulheres a conduzir. A medida foi conhecida esta terça-feira, mas só deve ser implementada em junho de 2018, segundo a BBC.

Isto porque a Arábia não tem um sistema preparado para ensinar mulheres a conduzir imediatamente nem para emitir licenças. Além disso, a polícia vai ainda ter de se “adaptar” a interagir com mulheres, numa sociedade onde homens e mulheres não podem demonstrar afeto ou contacto direto.

O New York Times cita alguns oficiais e clérigos que apontam várias razões para esta proibição. Alguns dizem ser inapropriado na cultura saudita que uma mulher conduza ou que condutores homens não saberiam como reagir com mulheres ao volante por perto. Outros argumentam que permitir que mulheres conduzam levaria a uma promiscuidade e colapso da cultura saudita. Um clérigo justificou ainda que conduzir poderia ferir os ovários das mulheres.

Esta medida põe assim fim a um dos principais símbolos de repressão às mulheres no país e já terá vindo a ser pensada desde a ascensão ao trono do príncipe Mohammed bin Salman, o filho de 32 anos do rei que tem proposto algumas reformas económicas e sociais no reinado.

A Arábia era o único país no mundo onde as mulheres estavam proibidas de conduzir.