O uso de anúncios no Facebook para interferir com os resultados das últimas eleições presidenciais tem levado a muitas críticas à rede social. Desde anúncios pagos por russos a conteúdos direcionados a públicos específicos, a vitória de Donald Trump tem sido, também, atribuída a este tipo de tática. A Bloomberg revelou esta quarta-feira que eleitores dos estados do Nevada e Carolina do Norte receberam vídeos nos nos feeds a mostrar países como a França e a Alemanha sob o controle do extremismo islâmico.

O vídeo é uma sátira a uma publicidade turística ao “Estado Islâmico da França”. Imagens como uma Mona Lisa com uma burka e uma Notre Dame renovada arquitetonicamente como uma mesquita tentam aterrorizar eleitores americanos para os perigosos da islamização do ocidente. Esta campanha teve o apoio de funcionários do Facebook e da Google nas redes sociais para ser direcionado ao público pretendido.

A Secure America Now é a organização que financiou o vídeo. Sem fins lucrativos, a associação é acusada por funcionários da agência de comunicação Harris Media, que tratou dos conteúdos, de “apelar ao medo no coração das pessoas”.

O envolvimento de empresas com o Facebook ou Google em anúncios políticos tem tido críticas pela falta de transparência das empresas quanto aos meios utilizados para esses conteúdos. A Google assume que já bloqueou alguns anúncios de organizações como a Secure America Now por violarem as suas políticas de utilização.