Os navios dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) e da SOS Mediterrâneo resgataram quase 600 imigrantes no Mediterrâneo central quando estes tentavam chegar a Itália, a partir da Líbia, divulgaram esta sexta-feira as duas organizações.

De acordo com a MSF e a SOS Mediterrâneo, pessoas desapareceram durante esta travessia e, provavelmente, muitas morreram afogadas.

O resgate aconteceu na quarta-feira, quando uma lancha se afundou e dezenas de imigrantes, entre os quais mulheres e crianças, caíram na água, indicou o médico dos MSF Seif Khirfan, que se encontrava a bordo do navio Aquarius.

Ainda que os Médicos Sem Fronteiras não tenham conseguido recuperar os corpos dos imigrantes caídos na água, Khirfan assegurou que viram “pessoas submergidas”.

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As equipas de socorro lançaram coletes salva-vidas para a água e ainda reanimaram um homem que havia entrado em paragem cardiorrespiratória, posteriormente levado de helicóptero para Itália.

Houve ainda vários casos de hipotermia ligeira e moderada, e os médicos trataram também de feridas que os imigrantes sofreram ainda na Líbia, país onde os imigrantes estão expostos a “níveis alarmantes de violência e exploração”.

A grande maioria dos imigrantes resgatados no Mediterrâneo saiu da Líbia e, posteriormente, relataram às equipas dos MSF os abusos sofridos nas mãos dos traficantes, grupos armados e milícias.

Os abusos são violência, incluindo a sexual, assim como detenção arbitrária em condições sub-humanas, tortura e outras formas de maus-tratos, exploração económica e trabalho forçado.