O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social destacou esta segunda-feira que o desemprego registado nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) alcançou o valor mais baixo desde outubro de 2008.

De acordo com dados do IEFP, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 16,3% em dezembro, face a igual mês de 2016, para 403.771 pessoas, e 0,2% face ao mês anterior.

Numa nota do gabinete do ministro Vieira da Silva, o Ministério destaca que o desemprego registado “nunca diminuiu tanto no espaço de dois anos”, considerando o final do ano de todos os anos da série iniciada em 1989.

“O desemprego diminuiu em cadeia todos os meses do ano (com exceção do mês de novembro em que se manteve estável) a um ritmo médio de -1,8%, o que significa que, em média, saíram do desemprego 8,2 mil pessoas por mês ao longo do ano passado”, sinaliza.

Já o desemprego jovem, continua, baixou para 44,4 mil pessoas no fim do ano, menos 10,9 mil do que no final de 2016 e menos 24,8 mil face ao final de 2015.

O número de desempregados inscritos há 12 meses ou mais, por sua vez, baixou para 193 mil, o valor mais baixo desde dezembro de 2009 e que representa uma redução de 38,6 mil pessoas face ao final de 2016 e de 67 mil face ao final de 2015.

O gabinete destaca ainda que relativamente à variação homóloga do desemprego registado em dezembro de 2017, este tenha diminuído em todas as categorias e em todos os níveis de qualificação (em particular nos grupos menos qualificados) e para ambos os sexos (com maiores decréscimos no caso dos homens).

A diminuição homóloga foi também transversal a todas as regiões do país, com destaque para os decréscimos de 15,7% no Norte (-31,6 mil pessoas) e de 17,2% em Lisboa e Vale do Tejo (-42,3 mil pessoas), que no total representam 71% da redução homóloga do desemprego.

O desemprego diminuiu em todos os setores de atividade, com a maior redução homóloga a registar-se no setor da construção, onde o desemprego recuou 27,9% (menos 12,3 mil desempregados e com um contributo de 18% para a redução global do desemprego, que compara, por exemplo, com um contributo de 9% do alojamento, restauração e similares), acrescenta.

Em termos mensais, a tutela sinaliza que na comparação com o mês de novembro, o desemprego registado teve uma variação negativa de 0,2%.

“O decréscimo em cadeia do desemprego é maioritariamente explicado pela saída do desemprego de jovens, pessoas à procura do primeiro emprego e com qualificações de nível secundário e superior”, refere.

O Ministério faz ainda um balanço do número de pessoas ocupadas em medidas de emprego e formação e diz que em dezembro de 2017, registavam-se 87,4 mil pessoas ocupadas em medidas de emprego e formação profissional. Em relação ao mesmo mês de 2016, o número de ocupados diminuiu 16,7% (menos 17,5 mil pessoas), com um aumento de 1,7% face ao mês de novembro (mais 1,5 mil pessoas).

A diminuição homóloga do número de ocupados está “em linha” com o decréscimo do desemprego registado e a relação entre ocupados e desempregados mantém-se na casa dos 20%, refere.

No sentido contrário, continua, a relação entre o número de ocupados e a população empregada (registada pelo INE) tem vindo a decrescer “sendo de considerar não só a diminuição global do número de pessoas ocupadas mas também a alteração do perfil de execução das políticas ativas do mercado de trabalho, atualmente com maior relevo das medidas de formação e menor peso dos estágios”.

Isto significa, explica, que nos anos 2014-2015, não só havia um maior número de ocupados como uma maior parte deles podiam de facto ser contabilizados nas estimativas do emprego do INE.