Esta não é a primeira vez, e provavelmente não será a última, em que o sistema de atribuição de classes de portagens nas auto-estradas nacionais faz vítimas. Mas menos frequentes são os casos em que os clientes adquirem veículos alegadamente classe 1, para depois descobrirem com espanto que, afinal, são classe 2, passando a pagar praticamente o dobro.

Vem isto a propósito do novo Volvo XC40, SUV que foi recentemente introduzido no mercado nacional e cujas primeiras unidades começaram a ser entregues aos clientes. E não foi necessário esperar muito para que as primeiras incursões pelas auto-estradas começassem a causar algum desconforto. Tudo porque apesar dos concessionários terem informado que o veículo era classe 1, a Brisa e os restantes operadores rapidamente descobriram que era 2, o que era confirmado pelos sensores colocados nas portagens.

Em causa está a altura do veículo ao nível do eixo dianteiro, ou seja, sensivelmente a meio do capot do motor, que deveria ser inferior a 1,10 metros. Sucede que é superior. Os clientes começaram a regressar aos concessionários, em busca de um esclarecimento, com a marca a ver-se obrigada a emitir um comunicado, em que começa por garantir que “nunca afirmámos que tinha havido homologação para classe 1 do Volvo XC40”. Por seu lado, os clientes garantem que lhes foi dito que o SUV era classe 1.

A marca informa ainda que “está a tentar que as versões com apenas tracção à frente do XC40 venham a ser consideradas classe 1, bem como reverter a situação das versões AWD”, já consideradas classe 2 pela Brisa e afins.

Resta saber se os clientes estão na disposição de esperar que este imbróglio se desfaça, ou preferem ter o seu dinheiro de volta, uma vez que, tal como reclamam alguns, compraram um modelo que não corresponde às especificações.