Corrupção

Seis empresas-fantasma e 800 mil horas de trabalho fictícias no caso dos colégios GPS

3.305

Os 22 esquemas que terão desviados mais de 30 milhões de euros do financiamento do Estado contaram, alegadamente, com a participação de empresas sem atividade nem funcionários.

O grupo GPS tem doze colégios que beneficiam dos contratos de associação

PACO CAMPOS/EPA

Seis empresas-fantasma controladas pelos administradores do grupo GPS foram, alegadamente, a principal forma usada para desviar o financiamento público dado ao grupo no âmbito dos contratos de associação com estabelecimentos de ensino, noticiou o Jornal de Notícias.

Estas seis sociedades, que segundo o Ministério Público não têm atividade, instalações ou funcionários — além dos sócios-gerentes e administradores —, terão emitido faturas de alimentação, transportes, supermercados, limpeza, material didático e contabilidade. Um total de 22 esquemas, entre 2005 e 2013, que terão, alegadamente, contribuído para o uso indevido de mais de 34 milhões de euros, dos mais de 300 milhões de euros pagos através dos contratos de associação com o Estado.

Os colégios do grupo GPS beneficiários de contratos de associação são: o Colégio Infante Santo, o Colégio Miramar, o Colégio Rainha D. Leonor, o Colégio Frei Cristóvão, o Colégio Santo André, o Instituto de Almalaguês, o Colégio de Quiaios, o Colégio de S. Mamede, o Instituto Vasco da Gama, o Colégio Dr. Luís Pereira da Costa, o Instituto D. João V e o Instituto Vaz Serra.

A acusação do Ministério Público inclui ainda a cobrança indevida de mais de 800 mil euros em “horas de cargo fictícias” ao abrigo dos contratos de associação, em escolas que não estavam abrangidas por este apoio. Nove dos doze colégios do grupo que beneficiavam dos contratos de associação também estariam no esquema de horas fictícias.

Os cinco administradores do grupo GPS — António Calvete, Manuel Madama, Fernando Catarino, António Madama e Agostinho Ribeiro — foram acusados pelo Ministério Público de corrupção ativa, peculato, falsificação de documento, burla qualificada e abuso de confiança qualificado.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: vnovais@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)