Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo não se recandidata se país voltar a arder como em 2017

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Presidente da República promete que nada irá fazer para interferir com a preparação do próximo verão. Mas adianta que, se "tudo voltar a correr mal", ele próprio irá tirar conclusões.

Emilio Naranjo/EPA

Marcelo Rebelo de Sousa considera “decisivo” para a avaliação que ele próprio fará do seu mandato presidencial a forma como o país conseguir preparar-se para o próximo verão (“e outono”) e evitar que as duas tragédias de 2017 se repitam. Por outras palavras, “se tudo voltar a correr mal”, o Presidente da República sentirá um “dever de consciência” que o impedirá de se recandidatar.

Esta é mais uma revelação da entrevista que Marcelo Rebelo de Sousa deu ao jornal Público e à Rádio Renascença, numa segunda parte que foi publicada esta terça-feira.

É fundamental para o próprio juízo que o Presidente fará sobre o seu mandato presidencial. Como quem diz, quando eu avaliar, em meados de 2020, o mandato presidencial — portanto, olhar para o passado — e depois também avaliar ou não a existência de um dever de consciência…”

Para Marcelo, será “decisivo”. “Voltasse a correr mal o que correu mal no ano passado, nos anos que vão até ao fim do meu mandato, isso seria, só por si, no meu espírito, impeditivo de uma recandidatura”, adiantou o Presidente da República.

Se me pergunta se não estou convicto de que houve atuações, que foram aquelas que foram consideradas por todos como as indispensáveis para que corra bem, houve. Houve. Agora, seria uma inconsciência minha  dizer que garanto que não vai acontecer isto, ou aquilo… Há calamidades naturais em relação às quais não é possível dar garantias. Naquilo que dependa da intervenção humana, no plano legislativo parlamentar, no plano político-partidário, no plano governamental, tenho a noção de que todos fizeram o que era necessário fazer e era possível fazer neste período de tempo.”

O responsável não revela se já tinha tido acesso ao relatório sobre o Pedrógão Grande, terminado há seis meses mas guardado pelo governo. Marcelo não quer interferir: “da minha boca não se ouvirá nada que signifique colocar o que seja de um pauzinho num engrenagem que interessa que funcione bem para os portugueses em geral”.

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