Vaticano

Tolentino Mendonça escolhido pelo Papa para dirigir o Arquivo Secreto do Vaticano

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O padre e poeta português José Tolentino Mendonça foi nomeado pelo Papa arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Santa Sé, passando a tutelar a mais antiga biblioteca do mundo.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O padre e poeta português José Tolentino Mendonça foi esta terça-feira nomeado pelo Papa Francisco arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Santa Sé. O sacerdote português, que é vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa e reitor da Faculdade de Teologia, foi ainda elevado à dignidade de arcebispo, sucedendo na liderança da biblioteca mais antiga do mundo ao arcebispo francês Jean-Louis Bruguès.

O comunicado do Vaticano, divulgado esta terça-feira, dá conta de que o sacerdote português — que este ano foi escolhido para orientar o retiro espiritual do Papa Francisco na Quaresma — será arcebispo titular de Suava e iniciará funções como arquivista do Arquivo Secreto e bibliotecário do Vaticano no dia 1 de setembro.

Este ano, o padre português foi convidado para orientar o retiro anual de Quaresma do Papa Francisco e da Cúria Romana. Em entrevista ao Observador na altura da publicação do livro com as meditações que apresentou ao Papa e aos seus colaboradores mais próximos, Tolentino Mendonça recordou que ficou tão surpreendido com o convite do Papa que achou que tinha “sonhado”.

Conhecido por utilizar referências à literatura nas suas meditações religiosas, Tolentino Mendonça chegou até a citar Fernando Pessoa nas meditações apresentadas ao Papa Francisco, que lhe agradeceu por conseguir estabelecer uma ponte entre os textos bíblicos e a literatura secular.

Considerando o convite do Papa como “uma grande honra para a Igreja portuguesa, para Portugal e para a Universidade Católica”, a reitoria da Universidade Católica lembra, em comunicado, que Tolentino Mendonça tinha assumido o pelouro das relações culturais e bibliotecas da Católica nas últimas duas equipas reitorais.

José Tolentino Mendonça “contribuiu para tornar a atividade artística um eixo central da ação da Universidade Católica, incentivando um diálogo renovado e fecundo com a sociedade através da sua intervenção cultural e literária”, refere a universidade.

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