O conselho de administração da Semapa expressou este domingo o “mais profundo pesar” pela morte do seu presidente e principal acionista, o industrial Pedro Queiroz Pereira.

“Pedro Queiroz Pereira foi uma referência no meio Industrial português, dotado de raras qualidades humanas e profissionais, e de um notável espírito empresarial com que promoveu a refundação do Grupo Económico de que esta sociedade faz parte”, escreveu a administração da empresa numa nota enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Para a Semapa, o empresário “imprimiu sempre um estilo único de liderança, pautado por uma gestão de rigor, que permitiu expandir e internacionalizar de forma sustentável o grupo”.

Mais do que um património, Pedro Queiroz Pereira deixa força e deixa valores. Força numa estrutura empresarial robusta e com uma liderança profissional organizada e empenhada em continuar o caminho em curso, mas principalmente valores como a Coragem, Independência, Frontalidade e Honestidade, com que sempre geriu as suas empresas e que deixa como legado a todos os mais de 6000 colaboradores da Semapa e das suas participadas Navigator, Secil e ETSA”.

A administração da Semapa considera ainda que foi “um privilégio e uma aprendizagem” colaborar com Pedro Queiroz Pereira.

Morreu Pedro Queiroz Pereira, um dos últimos grandes industriais

Em maio deste ano, a Semapa alargou o conselho de administração para o próximo quadriénio de 11 para 14 elementos, dos quais três são filhas de Queiroz Pereira. Já no ano passado, PQP tinha prevenido um eventual  desmembramento do seu “império”, criando um fundo privado gerido pelas suas três filhas para controlar o património. O empresário ainda era o presidente do conselho de administração da Semapa, mas a presidência executiva já estava nas mãos de João Castello Branco.

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O industrial Pedro Queiroz Pereira, presidente do conselho de administração da Semapa e da Navigator, e dono de uma das maiores fortunas de Portugal, morreu no sábado ao final da noite. A notícia foi avançada este domingo pelo Expresso e confirmada ao Observador por uma fonte da papeleira. Pedro Queiroz Pereira tinha 69 anos.