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Moçambique

Bispos católicos moçambicanos consideram que Governação de Nyusi é assolada por crises

A Conferência Episcopal de Moçambique considera que o ciclo de governação do Presidente Filipe Nyusi será recordado como um dos "menos gloriosos" da história do país.

Antonio Cotrim/LUSA

A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) considera que o ciclo de governação do Presidente Filipe Nyusi será recordado como um dos “menos gloriosos” da história do país, apontando como causas a difícil situação política e económica.

A CEM, que junta os bispos da Igreja Católica em Moçambique, assinala que o país foi assolado pela violência militar, entre 2015 e 2017, devido a divergências entre o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

“Não há dúvidas de que, infelizmente, o presente ciclo de governação será recordado como um dos menos gloriosos da nossa democracia”, lê-se na carta.

O conflito entre o Governo e a Renamo e as prolongadas negociações que se seguiram provocaram a paralisação de instituições do Estado.

Ainda no campo da segurança, o Governo tem sido incapaz de conter os ataques armados perpetrados por grupos desconhecidos na província de Cabo Delgado, norte do país. “Parece não haver uma posição clara e determinante a respeito desta situação”, consideram os bispos católicos moçambicanos.

Na frente económica, o país foi abalado pela descoberta em 2016 de dívidas secretamente avalizadas pelo anterior governo moçambicano e que até agora estão a ter um efeito pernicioso na vida do país.

“A nebulosidade que paira nestes dois setores, o da política e o da economia, tende a exercer progressivamente e de forma galopante uma influência negativa no desenvolvimento do país”, diz a carta da CEM.

Os bispos católicos assinalam que, depois de desenganos e desilusões, muitos moçambicanos ganharam uma aversão a tudo o que é política, considerando-a uma atividade desonesta”.

“A política não pode ser considerada uma arte de enganar, ela é por excelência a arte de bem governar e gerir a sociedade, de modo a alcançar os seus valores essenciais”, lê-se na carta.

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