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“Pouca-vergonha”. Trabalhadores da RTP contestam nova direção

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A Comissão de Trabalhadores da RTP considerou que a contratação de duas jornalistas externas para a Direção de Informação é um “escândalo sem fim”.

João Relvas/LUSA

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  • Agência Lusa
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A Comissão de Trabalhadores da RTP considerou esta sexta-feira que a contratação de duas jornalistas externas para a Direção de Informação é um “escândalo sem fim”, defendendo que o presidente da estação pública “não tem capacidade” para continuar no cargo.

Não cabe a esta comissão pronunciar-se sobre as escolhas legítimas da diretora de informação ou sobre as capacidades das jornalistas agora contratadas, sobre as quais nada temos a dizer, mas cabe considerar que a validação destas contratações de luxo pela administração da RTP é um escândalo sem fim”, refere em comunicado a Comissão de Trabalhadores (CT).

As jornalistas Cândida Pinto, da SIC, e Helena Garrido, que foi diretora do Jornal de Negócios, irão integrar a nova direção da RTP, confirmou à Lusa fonte oficial da televisão pública.

As duas profissionais passam, assim, a ser diretoras-adjuntas da estrutura liderada por Maria Flor Pedroso, que foi nomeada diretora há mais de um mês, na sequência da saída de Paulo Dentinho.

Mantêm-se como adjuntos António José Teixeira e Hugo Gilberto (no Porto). A nova direção terá, ainda, como subdiretores, Alexandre Brito, Joana Garcia e Rui Romano.

No comunicado, a CT salienta que foi surpreendida com o anúncio da contratação.

“Numa empresa onde os trabalhadores já ultrapassam os dez anos sem qualquer atualização salarial e que se recusa a reconhecer a justiça para centenas e centenas de trabalhadores precários, muitos deles jornalistas, o seu presidente considera absolutamente normal contratar mais celebridades e insultar, na cara, cada um dos trabalhadores a seu cargo”, frisa.

A CT explica que, apesar de a RTP ter quase quatro centenas de “profissionais competentes”, a diretora de informação da televisão “tem toda a legitimidade para propor a contratação de quem quiser, mas este Conselho de Administração, e nomeadamente o seu presidente, não tem, nem a moral, nem legitimidade para aceitar essas contratações”.

Ao fazê-lo revela que não tem a mínima capacidade para continuar à frente dos destinos da empresa nesta fase conturbada da sua história”, acrescenta.

Além disso, a comissão defende uma “imediata intervenção” do Governo na empresa.

“Os trabalhadores da empresa aguardam justiça e aguardam que o Governo acorde finalmente do ‘Síndrome de Estocolmo’ em que se encontra, para resolver o ‘caso RTP’. É inaceitável que uma administração de uma empresa pública, que não cumpre decisões judiciais para integração nos quadros, peça agora exceções ministeriais para estas contratações. É ainda mais inaceitável se viermos a perceber que temos um Governo em Portugal que aceita passivamente esta pouca-vergonha”, conclui.

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