CDS-PP

Cristas diz que falsos registos são “ilegalidade gravíssima” e pede “consequências”

"Não somos todos iguais", diz Assunção Cristas, pedindo que os partidos tirem "consequências" perante a "ilegalidade gravíssima" cometida pelos deputados nos casos dos falsos registos no Parlamento.

TIAGO PETINGA/LUSA

Assunção Cristas não tem dúvidas de que na bancada parlamentar do CDS não há casos de falsos registos no Parlamento — como os casos noticiados de presenças-fantasma na bancada do PSD e da votação-fantasma de Feliciano Barreiras Duarte no Orçamento do Estado — e pede aqueles que as praticam que “tirem consequências” sob pena de todos os deputados serem postos no mesmo saco. No CDS, garante, não há casos desse: vigora “uma política de seriedade”.

Falando aos jornalistas no final de uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa em Belém, Assunção Cristas sublinhou que, “como em todas as profissões, também aqui não somos todos iguais”. E considerou que as atitudes em causa (o caso mais recente é o da deputada do PSD Mercê Borges que votou pelo colega Feliciano Barreiras Duarte na votação do OE) “constituem uma ilegalidade gravíssima”.

“Cada um tira as suas consequências”, disse, acrescentando que esperava que “os envolvidos pudessem ter uma reflexão sobre o assunto” para não “arrastarem todos os outros deputados” para a mesma lama. Assunção Cristas deu ainda a entender que, se houvesse notícias de atitudes semelhantes praticadas na bancada do CDS, os deputados em causa teriam de sair.

“Eu falo pelo CDS e no CDS não temos esses casos e cuidamos para que eles não existam. Há uma política de seriedade dentro do grupo parlamentar do CDS há muito tempo, que é relembrada a todos os deputados”, disse ainda, garantindo que “no CDS ninguém tem esse tipo de atitudes e, portanto, eu também recuso quando se procura englobar toda a gente no mesmo tipo de atitudes e de abordagens que, de facto, não é o caso”.

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