O internacional português Cristiano Ronaldo vai ser obrigado a entregar amostras de ADN à polícia de Las Vegas na sequência do caso de alegada violação a Kathryn Mayorga, confirmou em comunicado Peter S. Christiansen, advogado do futebolista. O futebolista está disposto a prestar toda a colaboração às autoridades.

Ronaldo manteve, como fez hoje [quinta-feira,10], que aquilo que ocorreu em Las Vegas em 2009 foi de natureza consensual, pelo que não será surpresa a presença de ADN, nem que a polícia faça disso um requerimento formal como parte da investigação”, esclarece o advogado de defesa de Ronaldo, em comunicado.

Cristiano Ronaldo, de 33 anos, terá sido informado do pedido na semana passada e está disposto a “colaborar a 100%” com as autoridades, assegurou o site TMZSports ao início da tarde, citando fontes próximas do jogador. Este pedido é meramente protocolar, em situações de alegados abusos sexuais. O português continua a reclamar inocência.

Segundo o The Wall Street Journal, a recolha de ADN servirá para comparar o material genético do jogador com o encontrado no vestido de Kathryn Mayorga, aparentemente utilizado na noite em questão. As autoridades italianas deverão recolher o material e enviá-lo à polícia de Las Vegas, responsável pela investigação.

O futebolista é acusado de ter forçado Kathryn Mayorga a praticar sexo anal num quarto de hotel em Las Vegas, em 2009. Na altura, Mayorga ainda se deslocou à polícia para apresentar queixa pelo sucedido, mas acabou por desistir da queixa e terá assinado um acordo de confidencialidade, no valor de cerca de 324 mil euros.  O processo não foi em frente por  “medo da exposição pública e de ser caracterizada como alguém que se envolveu em sexo consentido e que depois quer fazer dinheiro”, explicou o advogado de defesa de Kathryn Mayorga.

(Artigo atualizado com o comunicado do advogado de Ronaldo)