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“Há três formas de lidar com a derrota: com dignidade, a versão histérica e a cobarde”, diz Varandas

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Frederico Varandas, presidente do Sporting, dedicou vitória com Sp. Braga a Keizer "que perdeu um familiar próximo" e comentou com mais farpas aos homólogos todas as críticas feitas à arbitragem.

Frederico Varandas frisou que não gosta de comentar arbitragens mas considerou que Sp. Braga não foi em nada prejudicado

Miguel Pereira

Marcel Keizer e Abel Ferreira já tinham falado na zona de entrevistas rápidas e na conferência, António Salvador já tinha passado pela zona mista mas ainda havia mais uma intervenção no final do encontro entre Sporting e Sp. Braga, neste caso de Frederico Varandas, líder do clube verde e branco. Inicialmente, o número 1 dos leões quis dedicar o triunfo ao técnico holandês, que recebeu esta quarta-feira uma notícia difícil do foro pessoal mas quis manter-se com a equipa; depois, aproveitou para comentar a onda de críticas às arbitragens nesta Final Four com a defesa do VAR… e mais farpas aos seus rivais.

“Em primeiro lugar queria dedicar esta vitória ao nosso treinador Marcel Keizer, que hoje teve a infelicidade de perder um familiar muito próximo e que com grande profissionalismo fez o jogo e que com grande dificuldade foi à conferência de imprensa”, começou por comentar o responsável do Sporting eleito em setembro, antes de mudar o sentido da conversa.

“Enquanto presidente perdi em Tondela e perdi com o Portimonense, e perdi bem em ambas as situações. Empatei com o Porto e empatei bem. Certamente houve erros de um lado e de outro. Há três formas de lidar com a derrota: com dignidade, assumindo e tentando perceber porque é que perdeu, olhar para dentro e perceber porque é que se perde um jogo; a versão histérica, com a frustração de perder uma meia-final em casa que não é fácil; e depois a versão cobarde, que é culparmos outras pessoas, falar em linhas… Se há coisa que eu sei é que neste momento a arbitragem está muito melhor com o VAR”, destacou.

“Erram? Erramos todos. Erram árbitros, erram jogadores, erram treinadores. Mas a arbitragem está muito melhor, sinto uma arbitragem mais livre. O que me preocupa mais é ver um presidente [Luís Filipe Vieira] a dizer que um árbitro não pode voltar mais a arbitrar e hoje ler a notícia de que esse árbitro [Fábio Veríssimo] pediu licença por tempo indeterminado. Isto é que não pode voltar a acontecer. É preciso coragem para dizer as coisas, há um tempo que não pode voltar para trás. Eu e a minha direção do Sporting não vamos deixar que isto volte para trás, não vamos deixar”, acrescentou Varandas a esse propósito.

“Não vou comentar arbitragens, não comento. Se quiser posso dar a minha opinião, acho que o Sp. Braga não foi prejudicado neste jogo, há um penálti claro sobre o Coates, há uma falta antes do golo anulado ao Sp. Braga… Percebo uma fase mais emocional que leva as pessoas a dizerem alguns disparates, a via mais cobarde que é fazer das pessoas parvas. Fico muito frustrado com as derrotas mas gosto de olhar para dentro, para perceber o que falhou. Há erros de arbitragem, os erros de arbitragem vão sempre existir acho eu, o VAR é uma notícia importante para o futebol português. Há que melhorar o VAR? Há que melhorar a qualidade dos dirigentes e dos treinadores? Há. Pronto, é a minha opinião”, rematou sobre o tema.

No final, o presidente leonino enalteceu ainda a evolução da equipa depois da chegada de Marcel Keizer, projetando já a final da Taça da Liga de sábado frente ao FC Porto. “Estamos conscientes do trabalho que estamos a fazer, estamos conscientes das limitações deste grupo para os jogos que estamos a fazer mas a verdade é que um clube como o Sporting deve disputar finais e nós estamos de volta. Este grupo está cada vez mais forte, cada vez mais unido, trabalha com uma equipa técnica só há dois meses. A equipa melhorou muito mas vai melhorar mais porque chegou cá há dois meses, não falava português”, concluiu.

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