Venezuela

Cerca de mil membros das forças policiais da Venezuela desertam para a Colômbia

Aos cerca de mil membros das forças policiais venezuelanas juntaram-se 400 familiares, para quem o governo colombiano estabeleceu um processo de "receção e atendimento". Todos procuram proteção.

Os desertores entregaram as armas e os uniformes às autoridades colombianas

Rayner Pena/EPA

Cerca de mil membros das forças policiais venezuelanas desertaram para a Colômbia em busca de proteção e já entregaram as armas e os uniformes às autoridades colombianas, informou no domingo o governo de Iván Duque.

Aos desertores juntam-se cerca de 400 familiares, para quem o governo colombiano estabeleceu um processo de “receção e atendimento”, com base nas disposições internacionais sobre direitos humanos, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em comunicado.

Neste sentido, e depois de entrevistados pelas autoridades de imigração, os desertores e as famílias receberam atendimento de saúde, apoio legal, comida e alojamento provisório, detalhou o gabinete.

Neste momento, estão a ser processados pedidos de refúgio de “um número significativo de membros deste grupo”, de acordo com a mesma nota, na qual o governo também destacou o apoio logístico oferecido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

O governo colombiano não irá tolerar qualquer perturbação da ordem pública ou ameaças à segurança por parte de qualquer cidadão, de qualquer condição ou nacionalidade, e estará atento à tomada de decisões em caso de qualquer ameaça dessa natureza”, advertiu.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando Juan Guaidó se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos do Presidente Nicolás Maduro.

Guaidó, de 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, de 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da UE, entre os quais Portugal, reconheceu Guaidó como “presidente interino, nos termos constitucionais venezuelanos, com o encargo de convocar e organizar eleições livres, justas e de acordo com os padrões internacionais”.

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