Estados Unidos da América

Suspeito de participar em assalto à embaixada norte-coreana em Madrid detido nos EUA

Assalto tinha sido a 22 de fevereiro e foi reivindicado pelo grupo Cheollima Civil Defense (CDC), que tem por objetivo destronar regime norte-coreano. Autoridades detiveram membro desse grupo.

VICTOR LERENA/EPA

As autoridades norte-americanas realizaram esta sexta-feira a primeira detenção ligada ao assalto à embaixada da Coreia do Norte em Madrid, no passado dia 22 de fevereiro. De acordo com o jornal The Washington Post, as autoridades detiveram o antigo marinheiro dos EUA Christopher Ahn, alegado membro do grupo de dissidentes Cheollima Civil Defense (CDC), empenhado em destronar o regime norte-coreano.

Agentes federais norte-americanos revistaram ainda o apartamento de Adrian Hong, líder do grupo, noticiou o mesmo jornal, citando duas pessoas próximas à investigação. Num comunicado enviado ao Post, o advogado de Adrian Hong, Lee Wolosky, lamentou que o Departamento de Justiça dos EUA tenha decidido avançar com mandados de detenção contra cidadãos norte-americanos “que derivam de queixas criminais apresentadas pela Coreia do Norte”.

No assalto à embaixada norte-coreana em Madrid, no passado dia 22 de fevereiro, o pessoal da delegação foi “algemado e espancado durante horas por um grupo de sete homens que entraram nas instalações e roubaram equipamentos informáticos”, de acordo com um documento tornado público pela Justiça espanhola.

O grupo CDC, também conhecido como Free Joseon, reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

De acordo com o documento judicial, cinco pessoas ligadas ao assalto têm passaportes sul-coreanos e pelo menos três fugiram para os Estados Unidos, onde as autoridades acreditam que residem desde o ataque.

Um dos suspeitos chegou a partilhar informações com o FBI já em território norte-americano, segundo a Justiça espanhola.

As primeiras informações chegaram a levantar suspeitas de que a CIA (serviços secretos norte-americanos) poderia ter estado envolvida na operação, que ocorreu apenas cinco dias antes da segunda cimeira entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, na capital do Vietname, Hanói.

No entanto, a acusação foi negada categoricamente pelo porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Robert Palladino.

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