Rádio Observador

Espanha

Espanha. Empresários pedem abstenção de PP e Ciudadanos para que Sánchez governe sozinho

104

A Confederação de Organizações Empresariais apela ao sentido de Estado e pede que PP e Ciudadanos se abstenham para que Sánchez governe sozinho. Empresários não querem que PSOE dependa do Podemos.

Pedro Sánchez venceu as eleições em Espanha com 28,8% dos votos. Empresários espanhóis não querem que PSOE dependa do Podemos

Getty Images

Negociações, negociações e mais negociações. O jogo da vida política espanhola será nos próximos tempos uma incógnita e tempo de procurar acordos para formar governo, depois de o PSOE ter vencido as eleições espanholas deste domingo sem maioria absoluta.

O futuro político em Espanha demorará, por isso, alguns meses até deixar de estar na indefinição, o que é motivo de preocupação por parte dos empresários, que temem um possível governo de esquerda. Para a Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE), citada pelo El Confidencial, o cenário ideal para os patrões seria uma coligação de governo entre o socialista Pedro Sánchez e o líder do Ciudadanos, Albert Rivera. Porém, matematicamente um acordo entre os dois partidos não é suficiente para uma maioria de governo.

Por esse motivo, o presidente da CEOE, Antonio Garamendi, apela a que Ciudadanos e Partido Popular se abstenham no Parlamento espanhol, para permitir um governo de uma única cor: a dos socialistas do PSOE. Em troca, o partido vencedor das últimas eleições em Espanha deve comprometer-se com uma legislatura moderada e responsável.

Ao diário El Confidencial, Garamendi afirma que “faz sentido” que PP e Ciudadanos permitam que o PSOE governe sozinho — seria, aliás, “o melhor para o país”. “Exigir a Rivera que, sozinho, permita a investidura de Sánchez é demais, seria pedir-lhe para se queimar, por isso faz sentido um ‘pacto à Alemanha’, em que PP e Ciudadanos permitam que o PSOE governe sozinho”, explica o líder dos empresários espanhóis. Esta seria, de resto, a solução possível para que Sánchez governasse sem atender às “contínuas exigências” do Podemos, de Pablo Iglesias.

O presidente da confederação dos empresários espanhóis apela assim ao sentido de Estado e quer uma legislatura de moderação, idealmente um governo de centro-esquerda. “Se o Podemos fizer parte do próximo governo, respeitaríamos” esse cenário, admite Garamendi, pese embora reconheça que seria uma notícia “perigosa” para a “moderação” exigida pelos empresários.

“Moderação” mas também “diálogo social”, pede o presidente da CEOE. “O diálogo social é importante, mas tem de ser com lealdade institucional e sentido de Estado”, sublinha ao mesmo jornal espanhol.

Empresários pedem um governo estável

Depois das eleições espanholas de Espanha deste domingo, que fizeram do PSOE de Pedro Sánchez vencedor, com quase 7,5 milhões de votos e 123 deputados eleitos, os empresários têm vindo a reiterar que é necessário, acima de tudo, um governo estável e com capacidade de realizar as reformas necessárias no país. Ao El Confidencial, o presidente da Confederação Espanhola de Comércio (CEC), Manuel García-Izquierdo, frisa que “o fundamental é ter um governo estável o mais rápido possível para reativar todas as medidas em que estava a trabalhar”.

De acordo com o diário espanhol, quase todos os empresários consultados estão satisfeitos com o trabalho do PSOE em áreas como o comércio ou a agricultura. Também o setor financeiro apela a “estabilidade” no futuro da política espanhola.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: iameixa@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)