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Skoda

Skoda Citigoe iV “cola-se” ao Nissan Leaf e BMW i3 (e antecipa como será actualizado o e-up!)

Em Bratislava, a Skoda deu o pontapé de saída à sua ofensiva eléctrica. Além de introduzir o primeiro plug-in na sua gama, revelou o seu primeiro modelo 100% eléctrico. O Citigoe iV traz bons valores.

O Skoda Citigoe iV é a versão 100% eléctrica do Citigo, apenas na carroçaria de cinco portas, mas é muito mais que o “parente pobre” do Volkswagen e-up!. Muito pelo contrário, o primeiro veículo exclusivamente movido a bateria do construtor checo traz melhorias significativas face ao “original” que lhe serve de base. E tanto assim é que o Citigoe iV agora apresentado revela muito do que poderemos esperar da actualização a que a Volkswagen vai submeter o e-up! – sendo praticamente garantido que o citadino eléctrico alemão vai surgir em Setembro, na próxima edição do Salão de Frankfurt, com argumentos renovados.

Skoda Citigoe iV Volkswagen e-up!
Potência kW (cv) 61 (83) 60 (82)
Binário máximo (Nm) 210 210
Bateria (kWh) 36,8 18,7
Aceleração 0-100 km/h 12,5 segundos 13 segundos
Velocidade máxima (km/h) 130 km/h  130 km/h
Autonomia (WLTP) 265 km  135 km

A versão eléctrica do citadino checo começa por surpreender não só por prometer vir a ser comercializada por valores acessíveis, como é apanágio da marca, mas sobretudo pela bateria que alimenta o Citigoe iV. São nada menos que 168 células de iões de lítio de 60 Ah com 36,8 kWh de capacidade, colocadas sob o piso (1,1 metros de largura x 1,7 de comprimento x 0,3 de altura), cuja energia assegura o funcionamento do motor eléctrico. Este anuncia 61 kW (83 cv) e um binário de 210 Nm, o que constitui valores bem melhores do que os reivindicados pelo 1.0 a gasolina. Mesmo face à declinação mais possante desta motorização (75 cv), a potência sobe (mais 8 cv) e o binário dispara para lá do dobro (de 95 para 210 Nm). Por outro lado, enquanto o Citigo a combustão cumpre os 0-100 km/h em 13,5 segundos, o eléctrico passa por eles ao fim de 12,5 segundos. Perde na comparação, isso sim, na velocidade máxima, ficando-se pelos 130 km/h (contra 173 km/h), opção que se fica a dever ao desejo de “esticar” a autonomia.

Diferenciando-se esteticamente das versões com motor térmico pela grelha fechada na cor da carroçaria e pelo pára-choques redesenhado, na frente, enquanto atrás o nome do modelo substitui o logótipo da marca, tal como antecipado pela linguagem estilística inaugurada pelo protótipo Scala, o Citigoe iV oferece bom espaço no interior para quatro ocupantes e uma bagageira que não perde quase nada face ao Citigo convencional (250 litros contra 251 litros). Por dentro, surge naturalmente uma nova instrumentação, para que o condutor tenha acesso a informações relevantes, como o sejam a autonomia, o consumo ou a regeneração das baterias.

Mais interessante, talvez, é o facto de o eléctrico checo anunciar uma autonomia de 265 km, à luz do protocolo WLTP. Significa isto que se torna muito competitivo, atendendo a que fica taco a taco com os mais onerosos BMW i3 (260 km com bateria de 42,2 kWh) ou o Nissan Leaf (270 km com bateria de 40 kWh). Se “perde” em tamanho (o que é natural, pois são de segmentos distintos) e em potência, a verdade é que o eléctrico checo bate o alemão no alcance e está muito perto da autonomia anunciada pelo japonês.

Quanto ao tempo de carregamento, a Skoda assegura que basta uma hora para que a bateria atinja 80% da capacidade num posto a 40kW, tempo que cresce para 4 horas numa wallbox de 7,2 kW ou para 12h37 num ponto doméstico de 2,3 kW.

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