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O Super Wings que ganhou asas para levantar voo e chegar aos recordes de Eusébio, Chalana ou Mantorras

O mais novo desde Chalana a marcar num dérbi, o mais novo a estrear-se a marcar como titular na Taça da Liga, o mais novo a fazer um hat-trick na Europa. A época de João Félix, em cinco recordes.

João Félix fez apenas o segundo jogo no Campeonato com o Sporting, entrando e marcando no primeiro dérbi em 15 minutos

AFP/Getty Images

Aposta do Benfica na presente temporada, depois de uma época onde fez seis golos em 19 jogos na equipa B e 16 golos noutros tantos jogos nos juniores, João Félix fez a estreia na segunda jornada frente ao Boavista, onde esteve em campo pouco mais do que dois minutos mais os descontos, marcou o primeiro golo na ronda seguinte com o Sporting na Luz e chegou ao Natal com 453 minutos disputados entre Campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga e Liga dos Campeões e quatro encontros como titular. Já aí tinha conseguido alguns recordes mas seria na segunda metade de 2018/19 que se destacaria em definitivo.

Lançado em definitivo por Bruno Lage nas opções iniciais a partir de janeiro, João Félix terminou a temporada com 2.864 minutos entre 43 encontros realizados e 20 golos, 15 na Primeira Liga. Ganhou o Campeonato logo na época de estreia mas, antes de se tornar fora de campo o senhor de vários recordes com a transferência para o Wanda Metropolitano do Atl. Madrid, deixou marca em vários registos nacionais e no Benfica entre estreias a marcar em dérbis ou na Taça da Liga, passando pelo hat-trick mais precoce na Europa ou o primeiro encontro feito pela Seleção Nacional logo como titular.

Uma história que demorou 15 minutos a ser feita, ao nível de Espírito Santo

João Félix tinha entrado nos últimos minutos da segunda jornada do Campeonato no Bessa e voltou a ser opção de Rui Vitória no dérbi com o Sporting na Luz, o primeiro da carreira e quando a equipa perdia por 1-0 com um penálti de Nani. Lançado aos 71′ para o lugar de Pizzi ao mesmo tempo que Seferovic rendeu Ferreyra, o avançado demorou apenas 15 minutos a marcar o 1-1 final após cruzamento de Rafa, de cabeça ao segundo poste. Com esse golo, apenas dois jogadores conseguiram marcar mais novos na estreia com o rival leonino: Espírito Santo (1937) e Chalana (1977), sendo o mais novo a entrar para deixar marca.

O golo ao Desp. Chaves, que superou Mantorras e ajudou a ser como Chalana

Na antecâmara da deslocação ao Estádio do Dragão para aquele que seria o mais que provável jogo do título – como se confirmou com o avançar das jornadas –, o Benfica recebeu o Desp. Chaves e goleou por 3-0, chegando ao intervalo já com uma vantagem de três golos por Rafa, João Félix e Seferovic (Jonas fez o resultado final de 4-0no último minuto). Com esse golo, o jovem avançado das águias superou o registo de Pedro Mantorras como o jogador mais novo a chegar aos dez golos numa temporada e chegou a um registo só com comparativo há 40 anos, quando Fernando Chalana (então numa época feita entre os 17 e os 18 anos) apontou oito golos no Campeonato. No final, o número 79 terminaria com 20 golos, 15 a contar para a Primeira Liga.

Primeiro jogo na Taça da Liga, primeiro golo – e o recorde de Sidnei

João Félix fez apenas o terceiro encontro como titular na equipa principal do Benfica em dezembro, quando os encarnados então ainda comandados por Rui Vitória receberam o P. Ferreira na segunda jornada da fase de grupos da Taça da Liga. E também aí conseguiu mais um marco nos registos do clube: ao marcar no triunfo por 2-0 frente aos líderes da Segunda Liga, o avançado tornou-se o mais novo a marcar pelas águias na estreia como titular na competição, superando o registo que pertencia ao central brasileiro Sidnei. Em paralelo, o número 79 entrou para o top 5 dos mais novos a marcar na Taça da Liga, juntando-se a Witi (Nacional), Diego Lopes (Rio Ave), Dálcio (Belenenses) e Kizito (Leixões).

Um hat-trick para história nas provas europeias (e o registo de Eusébio)

O primeiro foi de grande penalidade, a castigar uma falta sobre Gedson Fernandes após uma grande assistência numa transição rápida (21′). O segundo surgiu de meia distância, saindo do raio de ação dos centrais para rematar forte e colocado à entrada da área (43′). O terceiro apareceu na conclusão de uma boa jogada pela esquerda, desviando na área de primeira por entre as pernas do guarda-redes um cruzamento de Grimaldo (54′). A primeira mão dos quartos da Liga Europa frente ao Eintracht Frankfurt foi um das grandes noites de João Félix no Benfica, com o primeiro hat-trick na equipa principal que o colocou como o mais novo de sempre a marcar três golos num encontro da Liga Europa e o português mais novo a conseguir o registo em termos europeus, superando mesmo Eusébio, que se estreou a fazer um hat-trick com 20 anos frente ao Norrkoping, em 1962.

A estreia na Seleção Nacional como titular e logo num jogo oficial

Aposta de Fernando Santos para a Final Four da Liga das Nações, o que fez com que caísse das possibilidades de Hélio Sousa para o Campeonato do Mundo Sub-20, João Félix foi titular no encontro das meias-finais com a Suíça, fazendo dupla com Cristiano Ronaldo (autor de um hat-trick que deu a vitória por 3-1 frente aos helvéticos) até dar o lugar a Gonçalo Guedes aos 70 minutos, quando havia ainda empate no Dragão. Com essa chamada logo às opções iniciais, o avançado, 40.º jogador lançado pelo atual selecionador desde final de 2014, tornou-se o primeiro com menos de 20 anos este século a estrear-se como titular num jogo oficial, ao contrário do que tinha acontecido com Nani e Gonçalo Guedes que o fizeram em particulares.

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