Os vistos a cidadãos do Irão foram suspensos devido a uma quebra de segurança nas instalações diplomáticas, noticia o Público. Em causa, um funcionário da embaixada portuguesa que foi atingido a tiro em março deste ano.

O funcionário iraniano foi alvejado nos arredores da embaixada em Teerão, a 12 de março, e foi confirmado, nessa altura, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva. À data, pensava-se que o crime teria tido motivações pessoais.

Num comunicado emitido ao início da noite desta terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, explicou que Portugal suspendeu a autorização de vistos a cidadãos iranianos por causa das “condições de funcionamento da secção consular” em Teerão e que a situação nada tem a ver com questões de segurança no Irão.

“As razões de segurança prendem-se com as condições de funcionamento da secção consular” da Embaixada de Portugal na capital do Irão que “estão a ser identificadas e corrigidas” e, uma vez ultrapassadas, “possibilitarão a retoma do seu funcionamento, tão brevemente quanto possível”. “A suspensão das atividades da secção consular compreende todas as atividades, não se dirigindo especificamente à emissão de vistos para cidadãos iranianos (ou dos outros países cobertos pelo posto) em viagem para Portugal”, referiu ainda.