Ainda tem vários concorrentes de peso, mas Mário Centeno vê melhoradas as probabilidades de se tornar no próximo líder do FMI. O antigo presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, são cartas fora do baralho, de acordo com o jornal americano Politico, que se baseia em fontes não identificadas.

Dijsselbloem era visto como o favorito para suceder a Christine Lagarde, que vai sair no início de setembro. Mas, diz o Politico, o antigo ministro das Finanças holandês perdeu espaço na corrida depois de conversas informais que tiveram lugar em França, à margem de uma reunião de ministros das finanças e governadores de bancos centrais do G7.

Entre os países que tiraram o tapete a Dijsselbloem estão Itália e o Reino Unido, de acordo com responsáveis presentes nessas conversas.

Por outro lado, Mark Carney, o governador do Banco de Inglaterra, também tem poucas possibilidades, de acordo com o Politico, tendo em conta o Brexit que está em curso. As restantes potências europeias terão pouca motivação para apoiar um responsável britânico, apesar de o jornal americano lembrar que Carney nasceu no Canadá e tem uma terceira nacionalidade irlandesa.

Na corrida, além de Mário Centeno, estão ainda Nadia Calviño, ministra das Finanças espanhola, e Olli Rehn, presidente do banco central finlandês e antigo comissário europeu.

O Politico sublinha que os ministros das Finanças estão a tentar decidir uma lista final até ao final de julho. Tradicionalmente, a liderança do FMI recai sempre sobre um responsável europeu, enquanto o Banco Mundial fica a cargo de um norte-americano.

Desde 1946, quando entrou em funcionamento, o FMI teve 11 responsáveis na presidência, provenientes de apenas seis países (Bélgica, Suécia, França, Holanda, Alemanha e Espanha). Nos últimos 50 anos, cinco dos oito presidentes do FMI foram franceses, entre as quais Christine Lagarde, que abandona o cargo a 12 de setembro.