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Centenário de desfile militar em Londres abre comemorações dos 650 anos da aliança Luso-Britânica

Capela da Rainha do Palácio de Saint James, que foi usada pela portuguesa Catarina de Bragança, casada com o rei inglês Carlos II no século XVII, vai celebrar uma missa especial.

Em 19 de julho de 1919, 15 mil militares desfilaram pelas ruas da capital britânica para festejar o fim da guerra e a vitória das tropas Aliadas, com uma passagem pelo Palácio de Buckingham para saudar o rei Jorge V

JOSÉ COELHO/LUSA

O centenário do desfile vitorioso das tropas britânicas após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), no qual participou um regimento português, vai ser celebrado nesta sexta-feira em Londres, no âmbito do programa de comemorações dos 650 anos da aliança Luso-Britânica.

A capela da Rainha do Palácio de Saint James, que foi usada pela portuguesa Catarina de Bragança, casada com o rei inglês Carlos II no século XVII, vai celebrar uma missa especial para recordar o Dia da Paz, que teve lugar em 19 de julho de 1919.

Naquele dia, 15 mil militares desfilaram pelas ruas da capital britânica para festejar o fim da guerra e a vitória das tropas Aliadas, com uma passagem pelo Palácio de Buckingham para saudar o rei Jorge V.

Além da participação do regimento português no desfile, o rei português Manuel II, exilado em Londres, foi convidado a juntar-se à família real britânica no cumprimento às tropas, contou Bernard Hornung, um dos organizadores do evento de sexta-feira.

“Ele fez uma enorme contribuição pessoal no apoio aos feridos, mas recebeu pouco reconhecimento”, disse Hornung, antigo presidente da Sociedade Anglo-Portuguesa, à agência Lusa.

O serviço será conduzido pelo reverendo cónego Paul Wright, e terá uma apresentação conjunta do Coro da Capela Real e do Coro do Queen’s College da Universidade de Oxford.

“Este é o primeiro evento de um programa ambicioso de quatro anos para comemorar os 650 anos do Tratado de Londres, selado na Catedral de São Paulo a 16 de junho de 1373 por Eduardo III de Inglaterra e Fernando e Leonor de Portugal”, adiantou.

O tratado formalizou a aliança luso-britânica, considerada a mais antiga aliança diplomática ainda em vigor no mundo, o que o programa Portugal-UK 650 pretende celebrar durante os próximos quatro anos, até 2023.

O evento terá a presença de um representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico e do pelo Embaixador de Portugal em Londres, Manuel Lobo Antunes, e também do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Este chegou a Londres na quinta-feira com o vice-presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), José Paulo Esperança, com a presidente da Agência Espacial Portuguesa, Chiara Manfletti, com o diretor do Centro Internacional de Investigação para o Atlântico, Joaquim Brito, para celebrar uma série de acordos de cooperação científica e tecnológica entre Portugal e o Reino Unido.

Manuel Heitor assinou na quinta-feira, juntamente com o secretário de Estado para as Universidades, Ciência, Investigação e Inovação britânico, o acordo de adesão do Reino Unido ao “Centro Internacional de Investigação do Atlântico” (“AIR Centre” – Atlantic International Research Center”).

Foi também assinado um acordo de cooperação entre as agências espaciais de Portugal (Portugal Space) e do Reino Unido (UK Space Agency) e foi lançado um programa de colaboração entre a FCT e a universidade Imperial College London.

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