Apenas dois dos seis homens implicados numa violação de grupo — ocorrida na noite de quinta-feira na cidade espanhola de Bilbao — ficaram presos, tendo os outros quatro saído em liberdade sob condição de se apresentarem todos os dias na polícia, escreve o El País. Os seis homens, de origem argelina e magrebina, terão alegadamente violado uma jovem de 18 anos no passado dia 2 e, finda a agressão, o grupo terá atirado 17 euros à vítima, deixando-a sozinha nos arbustos onde foi agredida, no parque central de Etxebarria.

Os seis homens estiveram a ser ouvidos em primeiro interrogatório judicial desde as 10h de sábado e as 04h de domingo, sendo que o juiz decidiu decretar a prisão a dois dos membros alegadamente envolvidos na violação.

Na quinta-feira à noite, a jovem estava a caminhar sozinha quando se apercebeu de um grupo de homens por perto. Segundo o relato que fez às autoridades, deu meia volta mas um dos indivíduos correu na sua direção, agarrou-a e obrigou-a a juntar-se ao resto do grupo.

A alegada vítima deslocou-se pelo próprio pé ao hospital de Basurto, onde as lesões apresentadas foram consideradas próprias de uma agressão sexual. Foi também ela quem providenciou uma descrição física minuciosa dos alegados agressores à polícia basca, o que facilitou a rápida identificação e detenção dos suspeitos. Dos seis homens, três têm vários antecedentes criminais — um deles já era conhecido pela comunidade por assaltos violentos e brigas com armas brancas.

A libertação, com medidas de coação, dos quatro alegados violadores não caiu bem na Federação de Associações de Moradores de Bilbao, acrescenta o jornal já citado, organização que argumenta que “se os seis participaram na violação, os seis devem ter o mesmo destino. A vítima vai poder cruzar-se na rua com os seus agressores”. “O que se passa com o sistema judicial?”, perguntou ainda.

Refira-se que em 2016 uma jovem mulher foi violada por cinco homens durante as festas de San Firmino, em Pamplona, num caso que chocou o país e que ficou conhecido como La Manada.