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António Costa e a violência no futebol: “Lei foi feita para que clubes como o Benfica adequassem adeptos às claques”

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Primeiro-ministro condena "quadro inaceitável" de violência: "Legislação foi feita para que clubes como o Benfica adequassem grupos de adeptos àquilo que são claques", disse em entrevista ao Canal 11.

António Costa diz que a lei "tem de ser igual para todos"

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Para António Costa, a violência no desporto é “a negação do próprio desporto e tem de ser erradicada”. Em entrevista ao Canal 11, na terça-feira, o primeiro-ministro tocou na questão das claques e sublinhou que todos os clubes devem cumprir a lei no que toca ao combate à violência do futebol. Mas avisa: “As leis não mudam comportamentos. O que muda é a cultura que tem que imperar”. 

António Costa espera que a legislação recentemente aprovada na Assembleia da República, considerada inconstitucional pelo Benfica, ajude a pôr um ponto final no que apelida de “um quadro de violência absolutamente inaceitável”. Costa explica que a legislação deve ser igual para todos.

A legislação foi feita para que clubes como o Benfica passassem a adequar os seus grupos de adeptos àquilo que são claques. Os clubes têm de ser todos iguais e tem de haver uma legislação igual para todos”, ressalvou o primeiro-ministro na entrevista.

“Acho que todos os agentes desportivos têm uma enorme responsabilidade na forma como agem”, acrescentou o chefe do Governo. Costa diz mesmo que está à vontade para falar do Benfica e afirma que se revê nas palavras de Bruno Lage: “É preciso mudar”.

O primeiro-ministro falou também sobre a possibilidade de Portugal e Espanha fazerem uma candidatura conjunta à organização do Mundial de Futebol de 2030. Costa explicou que está a ser feito um estudo desenvolvido pelas federações dos dois países para avaliar essa mesma candidatura.

“Nós sabemos que todos estes eventos desportivos são uma forma extraordinária de promoção internacional dos países. Vimos a importância que teve para o nosso país o Euro 2004”, lembrou. Ainda assim, o líder do PS afirma que episódios como a construção de estádios para uso único — como aconteceu naquela edição do Europeu — não se podem repetir.

Todos aprendemos com o Euro 2004. Os estádios não podem ser pensados apenas para um evento, mas sim também a pensar num pós-evento. Se fosse hoje, o país não teria feito tantos estádios”, assegurou no Canal 11.

Costa afirma que a legislação portuguesa é “das mais severas da Europa no combate” ao match-fixing. “Tive conhecimentos de casos pela comunicação social e foi um choque”, lembra, acrescentado que confia nas autoridades para “detetar todos os casos que existam”. O primeiro-ministro falou também sobre o futebol feminino e disse que “é uma questão de tempo” até os estádios estarem cheios: “As pessoas vão ao futebol pelo desporto, não pelo género dos intervenientes”.

Já num outro registo, e questionado sobre que posição ocuparia numa “equipa governativa”, Costa não tem dúvidas:  “Seria o capitão de equipa, naturalmente”.

Para além do futebol, houve ainda espaço para falar de política. Mais propriamente das eleições legislativas de outubro. “Maioria absoluta? O resultado será aquele que resultar da combinação da avaliação que as pessoas fazem do trabalho feito, do que nos propusemos a fazer e da realidade que temos para garantir a boa execução desses resultados”, conclui o primeiro-ministro português.

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