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Câmara de Mafra decreta alerta municipal e proíbe abastecimentos de mais de 25 litros de combustíveis

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O abastecimento de viaturas em Mafra já está limitado a 25 litros de combustível por cada carro. O enchimento de jerricãs foi proibido. A autarquia decretou um alerta municipal.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A Câmara de Mafra decretou o estado de alerta e decidiu impor limitações aos abastecimentos no município, cinco dias antes do início da greve, desde as 17h00 desta quarta-feira. De acordo com o aviso distribuído e afixado em todas as gasolineiras do município, e segundo a informação que o Observador recolheu junto da câmara municipal, cada viatura ligeira só pode ser abastecida com 25 litros de gasolina ou gasóleo e os veículos pesados estão limitados a 100 litros de gasolina ou gasóleo simples e ainda 100 litros de gasóleo agrícola.

E porquê estas limitações? “A Câmara Municipal de Mafra trabalha preventivamente”, respondeu a vereadora da Proteção Civil, Aldevina Rodrigues, em declarações à Rádio Observador, detalhando que a autarquia está a “trabalhar nesta situação há cerca de duas semanas”.

Realizamos esta semana uma reunião com gestores ou proprietários de postos de abastecimento de combustível no concelho de Mafra. E rapidamente nos apercebemos que o combustível estava a escassear e, de uma forma preventiva, tomámos esta decisão”, acrescentou.

A vereadora adiantou que foi ainda decidido que “todos os operadores de combustíveis no município de Mafra ficam obrigados a conservar 20% do combustível que têm armazenado“. Aldevina Rodrigues explicou que essa percentagem se destina a “uso exclusivo das forças das forças de segurança, das forças prioritárias”.

A autarquia, em conjunto com a proteção civil municipal, apela à população que “proceda ao consumo moderado de combustível” e evite “atividades que exijam consumo de combustíveis fosseis que não sejam essenciais”. A venda de combustível em jerricã foi também proibida, pelo que os mafrenses que tenham adquirido os recipientes para acautelar os próximos dias de greve — que tem início na segunda-feira — não o poderão fazer.

Contactada pelo Observador, a Autoridade Nacional de Proteção Civil esclareceu que cada Proteção Civil Municipal está na dependência da respetiva autarquia, tendo poderes para emitir este tipo de despachos.

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