O Presidente Donald Trump despediu esta terça-feira o seu conselheiro nacional de segurança.  O anúncio foi feito por Trump na rede social Twitter há minutos.

O líder norte-americano diz no post publicado às 16h58 que “discordei fortemente, como outras pessoas da Administração, de muitas das sugestões” feitas por John Bolton. A discordância sobre a forma como a política externa dos Estados Unidos deve ser conduzida deverá estar na origem da decisão de Trump. O Presidente acrescentou no mesmo tweet que irá designar um novo conselheiro nacional de segurança na próxima semana.

A demissão acontece no momento em que Trump procura abrir vias de diálogo diplomático com o Irão e com a Coreia do Norte, temas sobre os quais se teriam intensificado as divergências com as posições de John Bolton, segundo a imprensa norte-americana.

Kaitlan Collins, correspondente da CNN na Casa Branca, escreveu no Twitter que John Bolton e Trump involveram-se numa “discussão acesa” durante a noite de segunda-feira acerca dos planos do presidente americano em receber líderes talibãs para negociações de paz em Camp David.

Nos últimos meses, Bolton assumiu posições públicas de defesa de um ataque contra o Irão e foi um acérrimo crítico dos testes de mísseis realizados pela Coreia do Norte, em contraste com as decisões do Presidente Trump sobre estes dois temas.

Bolton nega ter sido despedido. Diz que se demitiu

John Bolton contradisse a ordem dos acontecimentos assim como foram contados por Trump, negando que foi despedido. No twitter, John Bolton disse ter pedido demissão na noite de segunda-feira e que o presidente escolheu atrasar a decisão.

Pelo contrário, Trump diz ter pedido a Bolton a carta de demissão na noite de segunda-feira, mas só ter recebido na manhã de terça-feira.

John Bolton, 70 anos, foi assessor de dois outros presidentes Republicanos, George H. W. Bush e Ronald Reagan, tendo sido nomeado conselheiro de Segurança Nacional de Trump em março de 2018.