A Toyota anunciou que as vendas acumuladas do Land Cruiser atingiram os 10 milhões de unidades a 31 de Agosto, o que significa que o modelo nipónico alcançou este marco ao fim de 68 anos de produção. Sucederam-se várias gerações, mas o primeiro capítulo desta história de sucesso começou a ser escrito em 1951, com o lançamento do Toyota Jeep BJ.

Desde então, o êxito do Land Cruiser começou a ser trilhado, sobretudo, em estradas degradadas, abrindo caminho para que os clientes vissem no modelo japonês uma alternativa robusta, com inquestionáveis capacidades no fora de estrada e mecanicamente fiável. Aliás, segundo a marca, o passar do tempo parece não comprometer as capacidades do Land Cruiser, pois “há regiões onde exemplares da Série 40 continuam ao serviço, cerca de 50 anos depois de terem sido fabricados”.

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Uma vez conquistada a confiança do consumidor doméstico, o Land Cruiser foi a chave que abriu as portas do exterior à Toyota. O fabricante nipónico reconhece-o como o modelo que lhe franqueou o acesso além-fronteiras e logo quatro anos após a sua introdução no mercado. Mas se em 1955 eram exportadas 100 unidades/ano, uma década depois eram já 10.000 as viaturas expedidas anualmente a partir do Japão, país que sempre concentrou a produção do icónico modelo, nas suas mais distintas versões e variantes de carroçaria. Contudo, há mais dois outros países onde o Land Cruiser pode ser montado (no que é designado por produção CKD): em Portugal e no Quénia.

O ano passado, enquanto o Japão fabricou 351.600 unidades, Portugal fez 2100 e o Quénia 1100, para um total de vendas de quase 400 mil unidades, nos 170 países e regiões onde o SUV é comercializado. As unidades produzidas no nosso país, na fábrica que a marca tem em Ovar, são exclusivamente do modelo Land Cruiser FJ70, que começou a ser produzido em 1984, na versão pick-up de quatro portas. Com relativamente pouca incorporação nacional, todas estas pick-up são destinadas à África do Sul.