Ainda que a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) tenha fechado negócio com a Tesla para lhe adquirir créditos e, assim, salvaguardar-se de eventuais multas por incumprimento do limite de emissões de dióxido de carbono estipulado para 2020 (95 g de CO2/km na média das novas unidades comercializadas), as marcas que compõem o conglomerado italo-americano estão a tomar medidas para respeitar as cada vez mais apertadas normas antipoluição. Exemplo disso é a Fiat, que tem no 500 e no Panda dois dos seus modelos mais vendidos, razão pela qual foi precisamente pelos citadinos que a marca italiana encetou o desafio da electrificação.

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Enquanto não chega o 500 eléctrico, que será apresentado no início de Março, no Salão de Genebra, a Fiat propõe as suas primeiras variantes mild hybrid no 500 e Panda. Os dois best-sellers passam assim a estar disponíveis numa edição especial, onde o 1.2 a gasolina da nova família de motores FireFly foi revisto para se tornar ainda mais interessante, do ponto de vista do consumo e das emissões, com o apoio de uma unidade eléctrica de 12 V, alimentada por uma pequena bateria de iões de lítio, de 11 Ah. À semelhança do que acontece com os restantes mild hybrid no mercado, o acumulador é recarregado com a energia gerada nas travagens e na desaceleração, alimentando o motor eléctrico/gerador accionado por correia, que não só funciona como motor de arranque e alternador, como fornece uma potência extra (máximo de 3600 W) quando o pedal do acelerador é solicitado de forma mais vigorosa. O novo conjunto motopropulsor é suportado pelo upgrade da caixa manual de seis velocidades C514 que, além de uma solução mais eficiente de lubrificação, passa a oferecer uma 6ª mais comprida, para baixar os consumos fora dos trajectos urbanos.

O recurso à electrificação leva ainda os citadinos da Fiat a usufruir da chamada locomoção à vela, ou seja, sempre que as circunstâncias de utilização o permitem, o motor de combustão interrompe o funcionamento, mesmo que o Panda ou o 500 rodem a velocidades abaixo dos 30 km/h, e passa a ser a bateria a alimentar os sistemas eléctricos do veículo, com a consequente poupança de combustível e nas emissões. Segundo a Fiat, a libertação de CO2 para a atmosfera destes mild hybrid reduz-se em média 20%, podendo atingir os 30% no caso específico do Panda Cross.

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O 500 mais amigo do ambiente e o Panda Hybrid apresentam-se numa versão de lançamento, a Launch Edition, que já pode ser reservada na Europa, pese embora não tenham sido divulgados preços. Em Portugal, contudo, as encomendas abrem mais tarde, em Março.

Esteticamente, esta série especial distingue-se pela inscrição “hybrid” na traseira e pelo “H” no pilar central, sendo que o lettering remete para duas gotas de orvalho, pretendendo com isso simbolizar o início de uma nova era. No habitáculo, em consonância com a faceta mais amiga do ambiente, quer o 500 quer o Panda Launch Edition vão estrear o primeiro revestimento dos bancos na indústria automóvel feito a partir de plástico reciclado, 10% do qual retirado do mar. Se tem um minuto, pode ver aqui o clip de apresentação desta edição especial.