Carlos Ghosn decidiu que já chegava de abusos por parte da justiça japonesa e tratou de abandonar o Japão rumo ao Líbano. Alegadamente fê-lo escondido dentro de uma caixa de um instrumentos musical, para evitar a vigilância de que era alvo por parte das autoridades policiais do país. Agora que está confortavelmente instalado no Líbano, o gestor foi surpreendido por um estranho pedido da Yamaha, que parece uma referência directa à sua fuga à Houdini: por favor, não se escondam dentro das nossas caixas de instrumentos.

O alerta da Yamaha Corporation, o fabricante de instrumentos musicais – por oposição à Yamaha Motors, fabricante de veículos de duas rodas –, nada tem a ver directamente com a imitação que o francês/brasileiro/libanês fez de Houdini, ele que salvou a Nissan e a Renault e que agora afirma estar a ser vítima do aparelho judicial nipónico.

Sucede que a fuga de Ghosn deu azo à criatividade dos japoneses. Daí a começarem a aparecer nas redes sociais fotografias de pessoas enfiadas dentro de caixas de instrumentos, tanto rígidas como macias, foi um instante. E foi a quantidade de publicações, bem como os likes que geraram, que levou o fabricante de instrumentos musicais e das respectivas caixas a chamar a atenção para os perigos envolvidos.

Segundo afirma o Wall Street Journal, Carlos Ghosn saiu da sua residência em Tóquio para o passeio habitual, para depois evitar a vigilância com a ajuda de uma equipa de profissionais e embarcar no comboio bala rumo a Osaka, de onde voou para a Turquia e depois para o Líbano. De acordo com o jornal, Ghosn terá viajado escondido dentro da caixa de um instrumento, em princípio uma coluna de grandes dimensões, a fim de evitar a passagem pelo aparelho de raio X. Mas já há outras teorias sobre outras caixas de instrumentos que a equipa de “resgate” do gestor poderá ter utilizado.