Um dia depois de ter estado no Parlamento a apresentar na comissão parlamentar o Orçamento Suplementar que ainda foi assinado pelo seu antecessor, João Leão fez a estreia como ministro das Finanças, agora no debate em plenário. Dose dupla para o recém-ministro deixado com o Suplementar nos braços. Chegou “estupefacto” com vários “elefantes” que lhe chegavam da oposição (e não só) e seguiu com um Orçamento Suplementar aprovado nos mínimos, apenas com a bancada do PS a votar a favor. Nem a esquerda se comoveu com os pedidos de consenso e o desafio de Costa para uma “renovada estabilidade no horizonte da legislatura”. Nem a renovada garantia de que não haverá austeridade encheu as medidas a ninguém. Por explicar ficaram… os elefantes.

Agora, ainda se segue o debate na especialidade, com margem curta, que termina em nova votação (a votação final global) a 3 de julho. João Leão no debate apareceu apostado em garantir que com ele é para manter tudo na mesma nas Finanças, que estará disponível para ouvir os partidos no debate que se segue, mas que há limites: os da lei-travão que proíbe “projetos-lei, propostas de lei ou propostas de alteração a leis que envolvam um desequilíbrio negativo do Orçamento de Estado, através de um aumento das despesas ou diminuição das receitas orçamentadas”. Está escrito e o ministro promete ser leão na defesa dessa fronteira.

Orçamento Suplementar aprovado na generalidade

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