O Auditório de Espinho anunciou esta quinta-feira a suspensão de todos os espetáculos previstos para o mês de dezembro devido ao agravamento da atual situação pandémica, pelo que o último concerto da casa em 2020 se realizará esta sexta-feira.

Gerida pela Academia de Música de Espinho, que também tutela a Escola Profissional de Música de Espinho, essa sala de espetáculos do distrito de Aveiro tinha três concertos programados para o próximo mês: um pelo Ricardo Toscano Quarteto, outro pela Orquestra de Jazz de Espinho com o pianista galego Abe Rábade e ainda Le Banquet Céleste, o coletivo que, especializado em repertório litúrgico de Bach para o Natal, encerraria a programação do 46.º FIME – Festival Internacional de Música de Espinho.

Atendendo ao agravamento da situação de saúde pública e em consonância com as medidas determinadas no sentido de minimizar os efeitos da mesma, o Auditório de Espinho optou por suspender a sua programação relativa ao mês de dezembro e, nesse contexto, esses concertos serão reagendados”.

As novas datas para essas performances ainda não estão definidas, mas “os bilhetes já adquiridos manter-se-ão válidos” para o reagendamento.

A suspensão do cartaz de dezembro surge depois de o Auditório já ter alterado vários espetáculos em outubro e novembro, devido às limitações de circulação entre concelhos e à necessidade de antecipar horários para garantir o encerramento da sala até às 22h30, viabilizando assim o cumprimento do recolhimento obrigatório imposto pelo Governo para restringir a disseminação do vírus SARS-CoV-2. O município de Espinho é um dos que integram a lista dos concelhos sob risco extremamente elevado de contágio por Covid-19.

Encerrando o cartaz do FIME de 2020 e a própria programação deste ano, a casa recebe esta sexta-feira o concerto pelo violinista francês Théo Ceccaldi e pelo pianista de origem italiana Roberto Negro, descritos como “duas estrelas em ascensão no panorama do jazz europeu, fundindo criatividade com um grande apuro técnico e expressivo”.

O novo coronavírus responsável pela presente pandemia de Covid-19 foi detetado na China em dezembro de 2019 e já matou entretanto mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, infetando mais de 60 milhões.

Em Portugal, onde os primeiros casos confirmados de infeção pelo vírus SARS-CoV-2 se registaram a 02 de março, o mais recente balanço da Direção-Geral da Saúde indicava esta quarta-feira 4.127 óbitos entre 274.011 infeções confirmadas.