A Câmara de Loures vai criar um mecanismo para apoiar simultaneamente as instituições sociais e o comércio do concelho, disponibilizando para o efeito 1,5 milhões de euros, disse à agência Lusa o presidente da autarquia, Bernardino Soares (CDU).

A medida, que vai ser inscrita no orçamento municipal para 2021, é uma das medidas que a Câmara de Loures, no distrito de Lisboa, vai levar a cabo para tentar minimizar os impactos que a covid-19 está a ter no comércio local.

“O comércio tem vindo a sofrer com esta situação. Não temos ainda muitos encerramentos, mas é evidente que com o prolongar desta situação de pandemia e das dificuldades que ela traz vai, com certeza, criar crescentes dificuldades”, sublinhou o autarca comunista.

O objetivo é criar um mecanismo de apoio “dois em um”, que prevê o reforço de verbas para as instituições sociais, tendo estas, como contrapartida, de fazer as suas compras no comércio e nas empresas locais.

Além desta medida, que entrará em vigor a partir do próximo ano, a Câmara de Loures tem já implementado um conjunto de medidas de apoio direto ao comércio local: “Uma delas tem sido a de manter o máximo de funcionamento, dentro das regras sanitárias, dos nossos serviços e o funcionamento do concelho em geral. Quanto mais gente estiver numa vida mais ou menos normal, mais o comércio beneficia das suas compras e serviços”, argumentou o autarca.

Outra medida de apoio já aplicada há uma semana diz respeito à oferta da entrega de refeições ao domicílio encomendadas em restaurantes locais, nos fins de semana em que vigoram as medidas mais restritivas do estado de emergência.

Ao encomendar num restaurante, o cliente terá a sua refeição entregue em casa por um taxista da Cooptáxis, ficando os custos de entrega a cargo da autarquia.

“Não chegámos a distribuir uma centena de refeições, mas foi um primeiro fim de semana. Eu penso que agora com a divulgação que houve desta medida neste próximo fim de semana e para o futuro este mecanismo vai estar mais agilizado e vamos com certeza ter uma maior procura”, perspetivou.

O prolongamento da isenção total de taxas municipais na ocupação da via pública até ao final do ano é outra das medidas.

“É nossa intenção continuar a deliberar nesse sentido no próximo ano, mas a legislação impunha que fosse até ao final do ano e adiante deliberaremos para o ano seguinte”, justificou.