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O Presidente da República lamentou este domingo a morte de António José Pinto Doce, agente da PSP de 45 anos que foi atropelado depois de tentar interromper um episódio de violência doméstica na rua, estando fora de serviço. Marcelo Rebelo de Sousa já falou pessoalmente com a viúva do agente, a quem enviou condolências.

Em nota publicada no site da Presidência da República, lê-se que “foi com profunda consternação que o Presidente da República tomou conhecimento da morte do Agente Principal António José Pinto Doce, vítima de um brutal atropelamento em cumprimento da sua missão no Rossio de São Brás, em Évora”.

Mais um exemplo nacional de alguém que, mesmo não estando em serviço, deu a vida pelo próximo e a quem Portugal deve sentida homenagem”, lê-se ainda na mesma nota.

O Presidente da República “já falou pessoalmente com a viúva do Agente, dirigindo as mais sentidas condolências também aos seus filhos, familiares e amigos, assim como à Polícia de Segurança Pública, cujo Diretor Nacional recebe esta tarde em Belém, e em particular ao Comando Distrital de Évora onde diariamente António José cumpria a sua missão”, informa ainda o site da Presidência.

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António José Pinto Doce, de 45 anos, agente da PSP do Comando Distrital de Évora, estava na rua e fora de serviço por volta das 21h45 deste sábado quando viu “uma agressão a uma mulher, pelo seu companheiro, na via pública”, na zona do Rossio de São Brás, em Évora, de acordo com o comunicado da PSP. O agressor “arrastou a mulher pelo chão e obrigou-a a entrar numa viatura”.

O agente da PSP interveio e “ao tentar impedir a fuga do agressor, foi atropelado pela viatura conduzida por aquele, sendo arrastado cerca de 40 metros”. António José Pinto Doce ainda foi transportado para o Hospital do Espírito Santo, em Évora, mas acabou por morrer devido à gravidade das lesões sofridas.

Agente da PSP morre atropelado por agressor depois de tentar impedir episódio de violência doméstica

O agressor e suspeito de homicídio conseguiu fugir mas foi “posteriormente intercetado por guardas da Guarda Nacional Republicana, na zona de Alcabideche, em Sintra”. Trata-se de um guarda prisional do Estabelecimento Prisional (EP) de Sintra, de 52 anos, revelou a Guarda Nacional Repúblicana à agência Lusa.