A União Europeia ativou esta quarta-feira o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para ajudar a Croácia a enfrentar as consequências do violento terramoto de terça-feira e vai enviar tendas, sacos de dormir e aquecedores elétricos para as áreas afetadas.

A vice-presidente da Comissão Europeia (CE), Dubravka Suica, e o comissário para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Janez Lenarcic, viajaram esta quarta-feira para Zagreb para se encontrarem com o primeiro-ministro croata, Andrej Plenkovic, anunciou o executivo comunitário em comunicado.

Após este encontro, segundo a CE, os dois responsáveis irão visitar, em conjunto com o vice-primeiro-ministro e ministro do Interior da Croácia, Davor Bozinovic, a cidade de Petrinja, zona mais afetada pelo abalo.

A pedido das autoridades croatas, a assistência imediata oferecida pela Áustria, Bulgária, República Checa, Eslováquia, Eslovénia, França, Grécia, Hungria, Itália, Lituânia, Portugal, Roménia, Suécia e Turquia incluirá contentores para habitação, tendas e sacos de dormir para o inverno e aquecedores elétricos.

Também a Albânia doou 250.000 euros à Croácia como ajuda imediata, tendo o primeiro-ministro, Edi Rama, anunciado pessoalmente a “modesta ajuda” à “irmã Croácia”, com o objetivo de ajudar a reconstruir Petrinja.

A Croácia foi um dos países europeus que mais ajudou a Albânia quando este país sofreu um trágico terramoto, em 26 de novembro do ano passado, que causou 51 mortes.

Além disso, o serviço de gestão de emergências Copernicus ofereceu assistência para fornecer mapas de avaliação de danos das áreas afetadas, e o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da UE está em contacto regular com as autoridades croatas para monitorizar a situação e canalizar mais ajuda.

“Cheguei hoje [esta quarta-feira] à Croácia para garantir ao povo croata que a UE está solidária. O nosso Centro de Coordenação de Resposta a Emergências continuará a mobilizar ajuda imediata”, afirmou o comissário para a Gestão de Crises, no comunicado.

Lenarcic também apresentou as suas condolências a todas as pessoas afetadas e reconheceu o trabalho no terreno dos “corajosos serviços de emergência, que estão a fazer todo o possível para ajudar as pessoas necessitadas”.

“Embora a natureza não possa ser controlada (…), enquanto choramos as mortes e planeamos a reconstrução, devemos também aprender lições para evitar estas tragédias, sempre que possível”, acrescentou a vice-presidente da CE.

Um terramoto de nível 6,2 (ou 6,4 segundo a medição do instituto de geofísica norte-americano) na escala Richter provocou na terça-feira sete mortos e 26 feridos na Croácia, e foi seguido de várias réplicas, três das quais com graus entre 3,9 e 4,8.

As equipas de resgate, que conseguiram salvar vários sobreviventes dos escombros, continuam esta quarta-feira a remover destroços da região, onde centenas de edifícios, como casas, prédios administrativos e escolas, ficaram danificados, enquanto as áreas de Petrinja e de Sisak ainda estavam sem eletricidade esta quarta-feira de manhã.