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Covid-19. Pfizer garantiu à Comissão Europeia que vacinas chegam a tempo no primeiro trimestre

A Comissão Europeia recebeu garantias de que não haverá atrasos com as vacinas nos primeiros três meses do ano. António Costa recomenda a parceiros europeus que constituam reservas, como fez Portugal.

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António Costa recebeu esta manhã a presidente da Comissão Europeia e o colégio de comissários

NurPhoto via Getty Images

António Costa recebeu esta manhã a presidente da Comissão Europeia e o colégio de comissários

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, revelou esta sexta-feira que ligou ao presidente executivo da Pfizer para saber o que se passa com as vacinas, depois de a farmacêutica ter avisado que haveria atrasos, tendo recebido a garantia de que as doses previstas para o primeiro trimestre vão ser mesmo entregues nos primeiros três meses do ano.

“Liguei imediatamente ao CEO da Pfizer e ele explicou que há um atraso na produção nas próximas semanas, mas ele voltou assegurar-me que todas as doses garantidas para primeiro trimestre vão ser entregues no primeiro trimestre”, afirmou Ursula von der Leyen durante a conferência de imprensa conjunta com António Costa, que decorreu no CCB, no âmbito da visita oficial da presidente da Comissão Europeia e do colégio de comissários a Lisboa.

Albert Bourla, presidente executivo da Pfizer, garantiu ainda a Ursula von der Leyen que “está pessoalmente empenhado para reduzir o atraso e garantir que vão recuperar o mais rápido possível”, segundo a presidente da Comissão Europeia.

Covid-19. Pfizer atrasa entrega de vacinas na Europa para melhorar produção

Ursula von der Leyen adianta que, com as duas vacinas que estão disponíveis no mercado, da Pfizer-BioNTech e da Moderna, a UE tem “acesso a suficientes doses para vacinar 80% da população europeia” e que, com a terceira vacina que vem a caminho, da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, ficará com mil milhões de doses disponíveis. Neste caso, a Comissão Europeia aguarda pela autorização do regulador europeu para poder avançar para a compra das vacinas.

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O primeiro-ministro, por seu lado, recomendou aos parceiros europeus que constituam reservas de vacinas, para que seja garantida a segunda dose aos que já receberam a primeira. “Têm de prever a possibilidade de haver incidentes nas cadeias de fornecimento”, afirmou António Costa, que lidera a presidência da UE neste semestre. “Foi, por isso, que Portugal tomou a decisão de administrar apenas metade das doses, para constituir uma reserva para as segundas doses”.

“O nosso plano de vacinação tem um plano de doses fixado por semana, em função do número de doses que a Pfizer, para já, nos informa que vai entregar, já acrescentámos as informações que temos da Moderna relativamente à entrega que já foi feita da primeira dose, e tivemos o cuidado de constituir uma reserva“, disse ainda António Costa.

Ursula von der Leyen e António Costa responderam sobre os atrasos da Pfizer

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Questionado sobre a postura do governo húngaro, que chegou a acordo com a China para ter acesso à vacina da Sinopharm — após negociação bilateral e à margem dos parceiros europeus —, António Costa referiu que “ninguém deve negociar paralelamente” à UE porque significa “enfraquecer a capacidade negocial” dos 27. Todos os estados-membros são “mais fortes se a negociação for feita pela Comissão em nome de todos”, defendeu o primeiro-ministro.

Se não fosse o poder negocial da UE, acrescenta Costa, “seguramente muitos dos estados-membros andariam agora muito aflitos para conseguirem uma única dose, quanto mais para receberem as doses que neste momento estão a receber” em pé de igualdade, independentemente de poder haver atrasos.

Relativamente à “bazuca” europeia, que permitirá distribuir 750 mil milhões de euros aos estados-membros, entre subvenções e empréstimos, a presidente da Comissão Europeia diz que quer começar a ver o dinheiro a chegar até ao final da presidência portuguesa da UE, no final de junho — a mesma vontade que António Costa já tinha manifestado esta quinta-feira à noite, em entrevista à TVI.

António Costa com pressa em pôr “bazuca a disparar”

Estas declarações foram feitas após a reunião, na manhã desta sexta-feira, entre a Comissão Europeia e o Governo. Da agenda de Ursula von der Leyen faz parte ainda um encontro com o presidente da República e um jantar de trabalho com o primeiro-ministro.

Antes disso, terá uma reunião por videoconferência com o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, seguida de outra, também por videoconferência, alargada aos restantes comissários, líderes de grupos parlamentares e presidentes de comissões parlamentares.

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