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A deputada do PS, Joana Lima, conseguiu duas reuniões entre investidores brasileiros interessados em comprar a Omni e os técnicos da Parvalorem — a empresa pública a quem a Omni deve 17 milhões de euros, noticia o Correio da Manhã.

“Foi alguém que me pediu se eu lhes arranjava uma reunião”, confirmou a deputada. “Para mim, eu estava a ajudar um investimento no meu país”, justificou

Segundo o Correio da Manhã, as reuniões terão tido como objetivo convencer a Parvalorem a libertar os avales pessoais que os donos da Omni deram como garantia do pagamento da dívida, mas a Parvalorem recusou a proposta. “Foi uma reunião com os técnicos [da Parvalorem], uma ou duas reuniões com o Ricardo Agostinho”. A deputada garantiu que Rowles Magalhães Pereira da Silva, sócio de Agostinho, não esteve presente nas reuniões.

Ricardo Agostinho e Rowles Magalhães são os donos da Aristopreference, empresa que assinou um acordo de compra e venda da Omni, em 2020 — a empresa que detém um avião que foi recentemente retido no Brasil por ter no seu interior meia tonelada de cocaína.

Rowles Magalhães é um dos suspeitos da Polícia Federal do Brasil na investigação à cocaína apreendida no avião da Omni, avançou a RTP.

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