O primeiro mês do ano trouxe consigo um regresso ao confinamento e um aumento da taxa de desemprego, que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), se fixou em 7,2%, mais 0,4 pontos percentuais do que em dezembro. Ou seja, entre o último mês de 2020 e o primeiro de 2021, ficaram desempregadas mais 14,5 mil pessoas.

Em janeiro, o país entrou num segundo confinamento devido à pandemia, o que para muitos negócios significou o encerramento total ou uma quebra significativa na atividade. Se a taxa de desemprego se encontrava a descer desde setembro, a tendência foi invertida no começo do ano. O INE contabiliza, em janeiro, 361,5 mil pessoas desempregadas, mais 14,5 mil do que no mês anterior e mais 9,5 mil do que no mesmo mês de 2020.

Já a população inativa, que inclui os que estão disponíveis para trabalhar, mas não procuram emprego, e vice versa, subiu 2,3% face ao mês anterior (mais 62,9 mil pessoas) e 6,5% face a período homólogo (mais 168,2 mil). Esta evolução foi, essencialmente, explicada pelo aumento do número de inativos “que não estavam disponíveis para trabalhar nem à procura de emprego (48,8 mil)”.

A taxa de desemprego é um bom indicador, mas não conta a história toda e outras 4 lições do INE em tempos de pandemia

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Um outro indicador que permite ver os efeitos da pandemia no mercado de trabalho é o da subutilização do trabalho, que agrega os desempregados, os trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis para trabalhar e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego. Em janeiro, a taxa de subutilização do trabalho ficou em 14,2%, tendo aumentado 0,5 pontos percentuais em relação ao mês anterior e 1,7 pontos percentuais por comparação com o mês homólogo. “O aumento mensal da taxa de subutilização do trabalho neste mês resultou principalmente do aumento da população desempregada”, refere o INE.

Já a taxa de desemprego dos jovens foi estimada em 24,6%, “a que corresponde um acréscimo de 0,9 p.p. relativamente à taxa de dezembro de 2020”.