O corpo de um recém-nascido foi encontrado esta madrugada na Póvoa de Lanhoso “em sacos do lixo” por funcionários da empresa que trata os resíduos do concelho quando faziam triagem para reciclagem, adiantou à Lusa fonte da Policia Judiciária (PJ). Ao Observador, Pedro Machado, diretor geral executivo da Braval, a empresa que trata dos resíduos do concelho, adiantou que o corpo encontrado é de um bebé do sexo masculino, tendo sido “detetado num tapete na recolha dos resíduos indiferenciados” .

“Às quatro da manhã [desta quarta-feira] fui informado que na triagem mecânica estava [o saco com o corpo do bebé]”, disse Pedro Machado. “Infelizmente, aconteceu aqui”, referiu também. “Fui informado e informei desde logo a PJ e participei a situação. A PJ veio cá e acionou os meios formais numa situação desta, que foi chamar o médico legista”, adiantou.

Pedro Machado referiu ainda que o corpo pode ter sido deixado num contentor do lixo de um dos seguintes municípios: “Vila Verde, Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho”. O bebé pode também ter sido deixado num contentor em Terras de Bouro, apesar de ser mais improvável tendo em conta que “o descarregar dos resíduos foi  antes de ontem”, explicou.

Segundo a referida fonte da PJ à Lusa, “trata-se de um bebé, recém-nascido, portanto em fim de termo”. A Polícia Judiciária de Braga “já está a investigar o que se passou, no sentido de encontrar o autor ou autora” daquele ato e “perceber em que circunstâncias o bebé foi depositado no lixo”.

A mesma fonte da PJ referiu que a “criança vai ser agora autopsiada para perceber se estava viva ou morta quando foi deixada no lixo”. À Lusa, fonte da empresa que faz o tratamento dos resíduos da Póvoa de Lanhoso, a Braval, explicou que “os funcionários deram com o corpo quando estavam a fazer a triagem de lixo e que não tiveram dúvidas que o bebé já estava morto” pelo que “foram logo acionadas as autoridades policiais e judiciais competentes”.

Ao Observador, fonte do comando da GNR de Braga, avançou que agentes desta autoridade estiveram no local “pelas 6h20 da manhã”, após terem sido chamados pela Braval. Contudo, tendo sido também chamada a PJ, que apareceu “pouco tempo depois”, as “diligências” foram levadas a cabo por esta última autoridade. “Caso existam informações, a veículo pode ser veículo de transmissão, mas a entidade pelo caso é polícia judicial .

As autoridades pedem agora que “quem tiver conhecimento de algum facto que possa ajudar a descobrir quem deixou ali o bebé se dirija à polícia ou à GNR”. Contudo, a GNR salienta que “caso haja informações, pode ser veículo de transmissão, mas a entidade responsável pelo caso é Polícia Judiciária”.