A Turquia espera ter a sua primeira vacina contra a Covid-19 de produção própria pronta para ser administrada em agosto ou setembro, avançou esta quinta-feira o ministro da Saúde, Fahrettin Koca.

Fahrettin Koca foi um dos intervenientes convidados na videoconferência de imprensa regular da Organização Mundial da Saúde sobre a pandemia da Covid-19, transmitida da sede, em Genebra, na Suíça. O ministro da Saúde turco disse, sem nomear a entidade produtora, que se trata de uma vacina (candidata) baseada na tecnologia de vírus inativado e que entrará na fase final de testes clínicos dentro de um mês.

Atualmente, a Turquia tem 18 projetos de vacinas contra a Covid-19 em estudo que se baseiam em vírus inativados ou na tecnologia de ARN mensageiro, adiantou. Secundando declarações feitas em novembro pelo Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o titular da pasta da Saúde referiu que a vacina que for produzida no país ficará disponível para toda a humanidade.

Em novembro último, Recep Tayyip Erdogan anunciou que uma vacina contra a Covid-19 que estava a ser desenvolvida por uma universidade turca estaria pronta “o mais tardar em abril” e à disposição de “toda a humanidade“. Na altura, diversos estudos estavam a ser realizados em vários laboratórios turcos para desenvolver uma vacina contra a Covid-19, mas somente o da Universidade de Erciyes, na cidade de Kayseri, chegou a fase de testes em humanos.

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A Turquia iniciou a sua campanha de vacinação em janeiro com a vacina produzida pela empresa chinesa Sinovac. O país vai reintroduzir medidas de confinamento no fim de semana na maioria das províncias e impor restrições no decurso do mês sagrado do Ramadão, que na Turquia começa em 13 de abril, na sequência do súbito aumento das infeções por Covid-19.

A pandemia da Covid-19 provocou, pelo menos, 2.816.908 mortos no mundo, resultantes de mais de 128,8 milhões de casos de infeção, de acordo com um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP. A Covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.