O governo de Itália pediu ajuda à União Europeia para combater os fogos na Ilha da Sardenha, que levaram à retirada de mais de mil turistas e residentes das aldeias de Montiferru e de Planargia, assim como mais de 200 pessoas na cidade costeira de Porto Alabe, segundo o Corriere Della Sera. As estimativas são de centenas de desalojados, vinte mil hectares ardidos, pastagens e matas queimadas, e ainda vários milhares de animais mortos, para além das fazendas e casas destruídas. Foi decretado estado de emergência.

Luigi Di Maio, ministro das Relações Exteriores da Itália, disse este domingo numa publicação no Facebook que “o mecanismo de proteção civil para os aviões Canadair do estrangeiro foi ativado” e que França enviou dois aparelhos, aproveitando para agradecer “oficialmente” ao país. O governante afirma que está em contacto com o chefe de proteção civil e que está a “acompanhar a evolução dos acontecimentos com grande atenção”. No final, aproveitou para dar apoio à região: “Força Oristano, força Sardenha!”.

Da diverse ore una vasta area in provincia di Oristano è in ginocchio a causa di un incendio devastante. Sono centinaia…

Posted by Luigi Di Maio on Sunday, July 25, 2021

Christian Solinas, presidente da Região da Sardenha, descreveu os incêndios como “um desastre sem precedentes” e explica que ainda não foi possível determinar a extensão total dos danos provocados pelas chamas, mas irá pedir a Mario Draghi, primeiro-ministro de Itália, que destine alguns fundos de recuperação para projetos de reflorestamento.

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O fogo terá sido ateado propositadamente entre Bonarcado e Santulussurgiu, na Sardenha, e propagou-se nos terrenos de uma empresa agropastoril, conta ainda o jornal italiano. As chamas chegaram a estar controladas no domingo, mas o incêndio voltou a ganhar força durante a noite, consequência do vento e temperaturas elevadas.

Dada a vastidão da área afetada e várias frentes das chamas, suspeita-se que uma ou mais pessoas tenham provocado vários incêndios, que depois se fundiram num só.