Em Julho de 2021, a Volvo transaccionou 56.883 unidades, menos 8,7% do que no mesmo período do ano passado, devido ao forte desempenho alcançado no 7º mês de 2020, mas igualmente devido à falta de chips em 2021. Os danos só não foram maiores devido ao incremento da procura por Volvo Recharge, denominação aplicada aos 100% eléctricos e híbridos plug-in (PHEV), que totalizaram 14.500 unidades.
O construtor sueco estima ter vendido 108 mil veículos com baterias recarregáveis nos primeiros sete meses de 2021, o que equivale a cerca de 25% do total do volume de vendas global. O maior mercado para este tipo de veículos é o europeu, que absorveu 43% em Julho, o que equivale a 9635 unidades das 14.600 vendidas, deixando apenas 4865 modelos para o resto do mundo, incluindo os EUA.
De recordar que o objectivo da Volvo é ter 50% dos carros comercializados alimentados exclusivamente por bateria, já em 2025, para depois evoluir para 100% em 2030. Tendo em conta que o fabricante sueco comercializou cerca de 662 mil veículos no último ano completo (2020), isto significa que terá de colocar no mercado 331 mil modelos 100% eléctricos dentro de quatro anos, para depois duplicar o valor cinco anos mais tarde, isto descontando esperados incrementos no volume de vendas.
Para atingir esta ambiciosa fasquia, a Volvo contará com os novos XC90 e XC60, a surgir dentro de um a dois anos, ambos 100% eléctricos. Mas para cativar os clientes que consomem este tipo de veículos, o fabricante nórdico terá de aumentar a eficiência dos seus eléctricos, o que significa abandonar as plataformas multi-energia, que nasceram para motores de combustão e foram adaptadas aos veículos a bateria. Para isso conta com as plataformas que vai partilhar com a Polestar que, tal como a marca sueca, é pertença dos chineses da Geely e que está igualmente apostada em transformar-se num fabricante 100% eléctrico.