A economia portuguesa teve um forte crescimento no segundo trimestre, de 15,5% face ao período homólogo, mas quase todos os países do Sul conseguiram melhor. Na comparação com o trimestre anterior, Portugal teve, no entanto, o segundo melhor registo, de 4,9%.

A Irlanda — que teve, no segundo trimestre de 2020, a queda homóloga menos grave na União Europeia (-3,7%) — conseguiu agora 21,1% entre abril e junho, o melhor registo europeu na comparação com o mesmo período do ano passado.

Seguem-se seis países do Sul da Europa (incluindo Portugal) e a Hungria — que tinham estado no lote de países que mais sofreram com o embate da pandemia na primavera de 2020. No entanto, apesar da forte recuperação, de 15,5% (depois de uma queda de 16,3% no mesmo período do ano passado), a economia portuguesa, entre esses países do Sul, só ultrapassou Malta nesse trimestre.

Espanha cresceu 19,8% (depois de queda de 22,1% no segundo trimestre de 2020); França 18,7% (-18,9% entre abril e junho de 2020) e Itália 17,3% (contra -17,7%). Os três países que mais crescem no Sul são também aqueles que mais tinham sofrido na primavera de 2020. Acima de Portugal, estão ainda Grécia 16,2% (tinha sido -15,2%) e Croácia 16,1% (descida de -15,1%). E há ainda pelo meio a Hungria, o país que mais cresceu na Europa Central, conseguindo 17,7%, após uma quebra de 13,5% no ano passado.

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O cenário, no entanto, muda de figura quando a comparação é feita com o primeiro trimestre deste ano. Portugal, que esteve em confinamento boa parte do primeiro trimestre do ano, viu o PIB aumentar 4,9%, naquele que é o segundo crescimento mais elevado em toda a União Europeia — só ultrapassado, sem surpresas, pela Irlanda, que conseguiu subir 6,3% (já depois de ter crescido 8,7% de janeiro a março na comparação com o último trimestre de 2020). Seguem-se Letónia (+4,4%), Estónia (+4,3%), Áustria (+3,6%) e Grécia (+3,4%).

O ritmo de crescimento dos diferentes países, quer na comparação em cadeia quer na comparação face ao mesmo período do ano anterior, está fortemente condicionado pela dinâmica dos confinamentos (e respetiva intensidade), que variou de país para país.