A Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos ao largo da sua costa oriental esta quarta-feira, avança a AP com fonte do exército da Coreia do Sul, que está vigilante com o novo cenário. O lançamento acontece dois dias depois de Pyongyang ter afirmado que testou com sucesso um novo tipo de míssil de longo alcance durante o fim de semana. A Coreia do Sul respondeu ao lançamento horas depois também com um míssil balístico, mas submarino.

A informação foi avançada pelo Joint Chiefs of Staff (JCS) da Coreia do Sul em comunicado, que dava conta de que os mísseis tinham sido lançados de uma localização no centro da Coreia do Norte e que terão sido lançados em direção às águas da costa da península coreana.

Menos de três horas depois da vizinha Coreia do Norte ter lançados os seus dois mísseis, Seul seguiu o ensaio disparando um míssil balístico submarino (SLBM) do submarino submerso ROKS Dosan Ahn Changho, disse o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, numa informação avançada pela CNN. O gabinete acrescentou ainda que o míssil terá atingido o seu alvo com precisão, não dando mais detalhes sobre o teste onde o presidente sul-coreano Moon Jae-in esteve inclusive presente.

O Japão também terá confirmado o disparo dos objetos vindos da Coreia do Norte, que caíram nas águas entre o Japão e a península da Coreia, já fora da Zona Económica Exclusiva japonesa, não tendo havido danos causados por nenhum dos mísseis, segundo a guarda costeira do Japão. O primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga chamou ao lançamento “ultrajante”, citado pela BBC, dizendo que este vem ameaçar a paz e a segurança na região — o governo japonês também se disse “preocupado” esta segunda-feira em reação aos testes norte-coreanos.

Coreia do Norte anuncia teste com novo míssil de longo alcance

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Não é ainda claro o destino ao qual os mísseis se destinavam ou o seu alcance de voo, mas o JCS disse que os seus militares mantinham “uma postura de prontidão total em estreita cooperação com os EUA”.

A BBC relembra que os testes de mísseis balísticos violam as resoluções das Nações Unidas, destinadas a pôr um travão nas atividades nucleares do Norte, isto porque os mísseis balísticos são uma ameaça maior pois podem transportar cargas maiores e mais potentes, têm maior alcance e são mais rápidos. Os testes realizados pelo país no fim de semana não violava as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.