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Em atualização

O ex-presidente do governo da região autónoma da Catalunha Carles Puigdemont foi detido esta quinta-feira na Sardenha, Itália, na sequência de um mandado internacional de captura emitido pelo juiz Pablo Llarena do Supremo Tribunal de Espanha, avança a imprensa espanhola.

A notícia já foi confirmada pelo seu advogado, Gonzalo Boye, no Twitter. “O Presidente Puigdemont foi preso ao chegar à Sardenha, onde se deslocava como deputado europeu”, escreveu naquela rede social. No entanto, Boye alega que o mandado de detenção europeu, de 14 de outubro de 2019, se encontra suspenso “por imperativo legal, segundo estabelece o estatuto do Tribunal de Justiça da União Europeia”.

O político catalão foi detido pelas autoridades italianas, por agentes à paisana, à chegada ao aeroporto de Alghero, cidade onde iria assistir a uma receção institucional — o Aplec Internacional Adifolk, um evento patrocinado por uma associação de promoção do folclore catalão — e onde estavam também as catalãs Victòria Alsina, ministra das Relações Exteriores, e Laura Borràs, presidente do Parlamento. Durante o fim de semana, Puigdemont iria reunir-se com vários políticos da Sardenha.

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No imediato, terá ficado detido nas instalações da polícia no aeroporto, segundo o El País, sendo presente na sexta-feira em tribunal onde será decidida a sua libertação ou extradição. É que apesar da detenção, escreve o El Mundo, é ainda preciso esperar para saber se as autoridades italianas concordam em entregar Puigdemont à justiça espanhola.

Em julho, o Tribunal de Justiça da União Europeia retirou a imunidade parlamentar a Puigdemont, revogando a decisão provisória que tinha sido adotada no dia 2 de junho ao conceder temporariamente ao eurodeputado a imunidade parlamentar.

Carles Puigdemont, que foi eleito para o Parlamento Europeu nas eleições de maio de 2019, e os seus antigos ministros Toni Comin e Clara Ponsati estão fugidos à justiça espanhola por estarem envolvidos na organização, em 2017, de um referendo considerado ilegal sobre a independência da Catalunha, uma região governada pelos movimentos separatistas, que têm a maioria no parlamento regional.

O político é acusado pela justiça espanhola de “sedição” e “desvio de fundos públicos”.